Angola: A repressão à liberdade de imprensa

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Maka Angola – Luanda

Por Fernando Guelengue, Por dentro da África 

Luanda – Nesta sexta-feira, o jornalista e colaborador do semanário Agora, Mario Paiva, teve a sua casa arrombada e furtado o seu notebook onde estavam muitas de suas investigações sobre a liberdade de imprensa em Angola. Este é mais um caso do cenário de repressão aos ativistas, jornalistas, escritores e outros cidadãos críticos ao regime de José Eduardo dos Santos.

No dia 20 de junho, 15 ativistas foram presos em Luanda. Na ocasião, os policiais foram até as respectivas casas dos ativistas para recolher computadores, pendrives, HDs e câmeras fotográficas. Acusados de “alterarem a ordem pública do país”, segundo comunicado do Serviço de Investigação Criminal, os militantes ainda permanecem presos.

Veja mais: “Não são apenas os 15 presos, mas os jovens que querem a mudança em Angola”

– Trata-se obviamente de um roubo inteligente direcionado contra o trabalho jornalístico”, frisou um ativista nas redes sociais, sustentando que, ultimamente os Serviços de Investigação Criminal e o SINSE, investigam os computadores e telefones dos cidadãos que acham que são críticos à gestão do atual Executivo.

Durante a manifestação de quarta-feira (29), pelo menos, 30 pessoas foram detidas e dezenas espancadas e afugentadas pela polícia. O encontro tinha como objetivo pedir a libertação dos 15 ativistas detidos. Na ocasião, os jornalistas apareceram em massa para realizar a cobertura, mas muitos deles foram impedidos de desempenharem os seus trabalhos. Em um dos episódios, a Polícia Nacional cercou as instalações da rádio Despertar, tida como a rádio da oposição.

Veja mais: “O ativismo em Angola tem risco de muitas represálias”

 

 

 

 


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