Debate para melhorar a nutrição marca o Dia da África para a Segurança Alimentar

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Paa africa

Com informações da ONU

Durante a comemoração do 6º Dia da África para a Segurança Alimentar e Nutricional, representantes de governos, agências da ONU e sociedade civil se encontraram em reunião convocada pela Comissão da União Africana e pelo Painel Global sobre Sistemas de Agricultura e Alimentação para a Nutrição, com a participação do primeiro-ministro de Uganda, Dr. Ruhakana Rugunda, em Kampala, Uganda.

A reunião examinou as iniciativas da Comissão da União Africana e do painel global para vincular políticas agrícolas a resultados de nutrição. Além disso, estimulou a discussão sobre ações políticas-chave em agricultura e outros setores para melhorar a nutrição na África.

Na África, 58 milhões de crianças de até cinco anos estão abaixo da estatura esperada e 13,9 milhões, abaixo do peso. Outras 10,3 milhões de crianças do mesmo grupo etário sofrem com o sobrepeso. Estas informações foram divulgadas durante o evento, quando o primeiro-ministro de Uganda e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram o Relatório Global sobre Nutrição. O documento destaca que forças que causam a desnutrição são poderosas e multissetoriais, portanto são necessárias ações poderosas e amplas.

O primeiro-ministro Rugunda liderou uma discussão sobre três áreas de ação estratégias. A primeira foi a necessidade de contemplar temas de nutrição nos planos nacionais de investimento em agricultura e segurança alimentar. A segunda foi a importância de desenvolver sistemas nacionais de medição e monitoramento de dietas e resultados de nutrição para avaliar o impacto das políticas públicas. A terceira foi a ação de uma abordagem intersetorial para garantir que as políticas agrícolas de melhoria da nutrição sejam complementadas e apoiadas por políticas de mercado, educação para o consumo e proteção social.

Ele ainda destacou que o Dia da África para a Segurança Alimentar e Nutricional é uma boa oportunidade para refletir sobre os avanços, aprender e compartilhar experiências. “Juntos nós podemos chegar à fome zero”, afirmou.