ONU: Progresso dos países africanos depende do combate ao terrorismo e à mudança climática

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Crescimento econômico inclusivo é uma das metas de desenvolvimento sustentável na África. Foto: PNUD/Zak Mulligan.

Com informações da ONU

Rio – Líderes africanos solicitaram que as Nações Unidas considerem as realidades e os desafios específicos do seu continente para a formulação da nova agenda de desenvolvimento sustentável em debate de alto nível da Assembleia Geral da ONU desta segunda-feira (29).

O primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Gabriel Arcanjo Ferreira da Costa, destacou os pilares do desenvolvimento sustentável na África, ligados aos princípios de crescimento econômico inclusivo, sustentabilidade ambiental, gestão de desastres naturais, manutenção da paz e desenvolvimento humano e tecnológico.

Costa ainda ressaltou a forte influência negativa da pirataria, do terrorismo e do tráfico de drogas sobre o Golfo da Guiné e deu as boas vindas ao Centro Inter-regional de Coordenação na Luta contra a Pirataria no Golfo da Guiné, que será estabelecido para operações em breve.

O ministro de Relações Exteriores e de Cooperação de Moçambique, Oldemiro Marques Balói, ressaltou que uma agenda de desenvolvimento transformadora só pode ocorrer em um ambiente de paz e estabilidade que respondam as causas das origens de criação dos múltiplos grupos terroristas, muitos deles operando atualmente no continente africano. Também solicitou à comunidade internacional um maior comprometimento financeiro e fortalecimento da economia doméstica para ajudar o desenvolvimento das nações africanas e os esforços de prevenção de desastres nos países em desenvolvimento.

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, também em pronunciamento à Assembleia Geral nesta segunda-feira (29), citou os progressos já alcançados pelo continente – como a taxa de crescimento médio atual de 5% ao ano e a elevação dos indicadores de desenvolvimento humano do continente em diversos países. Porém, apontou a insegurança em Angola como obstáculo para o desenvolvimento e o bem-estar da população.

A Assembleia Geral ainda contou com o apelo do primeiro ministro de Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, à comunidade internacional por apoio ao seu país, que vive um processo de transição política. Guiné-Bissau busca o desenvolvimento por meio de esforços de combate à pobreza e de reformulação econômica, que vêm sendo ameaçados pela elevação do nível dos mares em consequência das mudanças climáticas globais.

Simões Pereira reafirmou a posição do seu país a favor da expansão da representatividade do continente africano no Conselho de Segurança da ONU – um pedido também anteriormente citado no discurso do primeiro ministro angolano e moçambicano – e a adição do Brasil, do Japão, da Alemanha e da Índia como membros permanentes no órgão internacional.

Com informações da ONU