Comunidades nigerianas recuperam ecossistemas de manguezais

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Idem Williamson, morador da comunidade Esierebom, em Cross River State.  Nigéria – Foto de ONU

Com informações da ONU Brasil

Os ecossistemas dos manguezais apoiam o planeta e as pessoas. Muitos nigerianos que vivem em Cross River State, sudeste do país, sabem disso. Desde 2010, o Programa UN-REDD fornece um apoio valioso aos esforços para a conservação de florestas, mitigação das mudanças climáticas e para o desenvolvimento comunitário desta região da Nigéria.

“Os manguezais fornecem a melhor lenha, mas por conta da demanda por lenha, os manguezais desapareceram. Sem os manguezais, a água inunda as nossas casas”, diz Idem Williamson, morador da comunidade Esierebom, em Cross River State.

A necessidade de restaurar os manguezais inspirou Williamson a se envolver em um projeto REDD+, incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento pela redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

“O efeito positivo é que o manguezal controla o nível de água que sai dos rios e nos permite usar os riachos para pescar. E podemos escolher os galhos indesejados dos manguezais em áreas específicas para lenha”, contou o nigeriano.

As comunidades pesqueiras do litoral colhem madeira de mangue para uso doméstico, principalmente para cozinhar e defumar peixe. Isso pressiona severamente as florestas de mangue, levando ao seu desmatamento constante.

A madeira das florestas de mangue também é usada como material de construção, em andaimes, estacas de pesca e muito mais. A crescente demanda por madeira de mangue e a invasão e disseminação da palmeira de mangue, uma planta invasora, expuseram os manguezais do país a uma degradação grave.

Ao longo desses anos, os moradores foram treinados para melhorar a agricultura de mandioca, afang e cocoyam, montar moinhos de processamento de mandioca e colher produtos florestais não madeireiros, como manga, para reduzir a perda de florestas por meio de práticas agrícolas aprimoradas. Mais de 15 viveiros foram estabelecidos e mais de 10 mil mudas foram plantadas para recuperar florestas degradadas.


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