Especialistas pedem fim de sanções para impulsionar economia do Zimbábue

0
  •  
  •  

Through support from the UNTFHS, UNICEF and FAO worked with local partners to enhance food - FAO
Through support from the UNTFHS, UNICEF and FAO worked with local partners to enhance food – FAO

Com informações da ONU

Dois especialistas independentes das Nações Unidas elogiaram a ausência de violência durante a mudança de poder no Zimbábue e pediram que a comunidade internacional responda a isso retirando as sanções aplicadas contra o país.

“A renúncia de (Robert) Mugabe anuncia o surgimento de uma nova era, que deve ser baseada na democracia e no Estado de direito”, disseram os especialistas da ONU.

“Entretanto, isso não pode acontecer sob a sombra da coerção econômica. As sanções estão em vigor desde o início deste século e levaram apenas ao sofrimento de pessoas comuns em vez de provocar mudança política. Agora é o momento para o diálogo político e a restauração de uma economia em funcionamento”, acrescentaram.

“Os direitos humanos dos zimbabuenses comuns são bastante prejudicados com as consequências das sanções, e pedimos que a comunidade internacional as suspenda”, afirmaram.

Os especialistas disseram ainda que as sanções não podem ser consideradas “limitadas” ou “direcionadas”, uma vez que as pessoas e as empresas afetadas representaram a maior parte da economia do país.

“A economia do Zimbábue é fortemente concentrada em setores específicos, e as sanções contra algumas pessoas ou empresas podem ter impactos devastadores”, disseram os especialistas, acrescentando que algumas empresas estão atualmente “superando as exigências de conformidade” das sanções por confusão sobre seu escopo.

“Pedimos que a comunidade internacional trabalhe com o Zimbábue na restauração da economia e do sistema financeiro e crie as condições necessárias para eleições livres e justas”, declararam. “Precisamos trabalhar todos juntos pela paz e prosperidade no Zimbábue”, concluíram.

O comunicado é assinado por Idriss Jazairy, relator especial da ONU para o impacto negativo para os direitos humanos de medidas unilaterais coercitivas, e por Alfred de Zayas, especialista independente das Nações Unidas para a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa.


  •  
  •