Marchas e caminhadas marcam Dia Nacional da Consciência Negra em Salvador

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Dia Nacional da Conciência NegraMarcha da Conciência Negra da LiberdadeFoto: Raul Golinelli/ SECOM
Dia Nacional da Conciência NegraMarcha da Conciência Negra da LiberdadeFoto: Raul Golinelli/ SECOM

Com informações da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial

Neste domingo (20), Dia Nacional da Consciência Negra, mobilizações da sociedade civil em todo o país fortalecem a luta pelo combate ao racismo e pela garantia de direitos do povo negro. Na Bahia, a programação é extensa e pode ser conferida no site da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi): www.sepromi.ba.gov.br. As atividades em Salvador contarão com a participação de diversos ativistas do movimento negro, além da titular da Sepromi, Fabya Reis.

As mobilizações, que integram a programação do Novembro Negro, começam logo cedo, às 9h, com a Lavagem da Estátua de Zumbi, na Praça da Sé. Em sua 8ª edição, o ato político, promovido pela União de Negros pela Igualdade (Unegro) e organizações parceiras, tem como tema “Nenhum direito a menos”.

A concentração para a 16ª Caminhada da Liberdade, realizada pelo Fórum de Entidades Negras, será às 14h, partindo da Senzala do Barro Preto, no Curuzu, em direção ao Pelourinho. O assunto em destaque é “Juventude, Tradição, Tecnologia e Perspectivas”. Já a 37ª Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares, organizada pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), tem como tema “Malês: uma outra revolta na Década Internacional Afrodescendente 2015-2024”, saindo às 15h do Largo do Campo Grande.  As atividades encerram no Terreiro de Jesus, às 19h, com um ato da Convergência Negra, que reúne entidades civis da luta antirracista.

O 20 de novembro – Foi instituído como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, a ser lembrado, anualmente, em virtude de tratar-se da data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A medida tem como base legal a Lei Federal 12.519, sancionada em novembro de 2011, pela então presidenta da República, Dilma Rousseff, em atendimento à demanda histórica do movimento negro no Brasil, que elegeu Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares (União dos Palmares, Alagoas), comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. O quilombo também foi palco da luta pela liberdade de culto religioso e prática da cultura africana.