Rio de Janeiro: Museu lança roteiro sobre herança africana na cidade

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pequena africaCom informações do MAR

No próximo dia 2 de abril, o Museu de Arte do Rio, lancará o roteiro “Pequena África”, que conta a história das marcas do período do tráfico negreiro. Na nova etapa do projeto de “Passados Presentes”, são 58 pontos identificados para visitação em torno do antigo Cais do Valongo, por onde entraram milhares de africanos escravizados, vítimas do tráfico.

Assim como na primeira etapa do projeto, lançada no ano passado, a espinha dorsal de “Pequena África” é um aplicativo que pode ser baixado gratuitamente em qualquer sistema operacional. As informações sobre os pontos de interesse do roteiro “Pequena África” estarão disponíveis no app, que funciona com localizador, e um código QR estará presente em alguns locais, registrando importantes histórias da região pela voz de algumas de suas lideranças

“Pequena África” tem 18 pontos prioritários de memória. Na visita inaugural, o circuito terá início no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, passará pelo Largo da Prainha, onde se localizava um antigo mercado de escravos, e terminará no Quilombo da Pedra do Sal e no Largo João da Baiana, hoje tradicional reduto do samba carioca. No caminho, todos passarão pela Rua Sacadura Cabral, pelas ruínas do Cais do Valongo e pela Praça dos Estivadores (entre a rua Camerino e a Barão de São Felix).

Ao longo do percurso serão contadas histórias da região, como a do compositor negro Hilário Jovino (1850- 1933), pioneiro do samba e morador do Morro da Conceição, e a das lutas dos trabalhadores negros nos sindicatos e pelo funcionamento de suas casas dançantes e religiosas na região portuária. Os visitantes entrarão em contato com locais de referência da herança artística e religiosa dos africanos vítimas do tráfico e de seus descendentes. Para todos os locais demarcados, serão sugeridas também rotas alternativas próximas através da opção “perto de mim”, no aplicativo. São essas rotas que somadas chegam a 58 pontos de memória.

A pesquisa foi feita pelas historiadoras Martha Abreu e Hebe Mattos, ambas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Keila Grinberg, da UniRio.

Serviço:

O encontro é aberto e gratuito e começa às 10h, na sala 3.1 da Escola do Olhar, no MAR.

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