Uganda: ONU alerta para repressão contra líderes da oposição e uso da força após eleições

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Capital de Uganda, Kampala. Foto: Flickr/Giennaro
Capital de Uganda, Kampala. Foto: Flickr/Giennaro

Com informações da ONU

Após as eleições em Uganda, pelo menos quatro líderes da oposição foram presos. Para evacuar a sede do Fórum para a Mudança Democrática (FDC) na cidade, as forças de segurança usaram gás lacrimogênio e armamentos letais. Relatos também dão conta de perseguição e intimidação de jornalistas.

“Os agentes da lei devem evitar o uso da força ou, quando não for possível, restringir esse uso ao mínimo grau necessário. Qualquer um que for preso deve ser informado sobre as razões da detenção e deve ser imediatamente informado de qualquer acusação contra ele ou ela”, afirmou Cécile Pouilly, porta-voz do escritório da ONU, destacando a obrigação do país de seguir a lei internacional de direitos humanos e de garantir a liberdade de expressão.

O líder do FDC e candidato à presidência nas últimas eleições, Kizza Besigye, foi detido em três diferentes ocasiões na última semana e ficou em prisão domiciliar no sábado (20), sem denúncia ou ordem judicial. Na segunda-feira (22), depois de ter tentado sair de sua casa, Besigye foi detido e levado a uma delegacia a 30 quilômetros da capital, Kampala.

Outros políticos também teriam sido presos nos últimos dias: Amama Mbabazi, que concorreu na eleição presidencial, está em prisão domiciliar; Abed Bwanika, presidente do Partido do Desenvolvimento Popular e também candidato à presidência, foi interceptado pela polícia na sexta-feira; e Erias Lukwago, presidente da Câmara de Kampala, foi preso no sábado, enquanto falava à imprensa sobre a prisão de Besigye.


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  1. Triste, a África deve mudar, sob pena de continuar no atraso e subdesenvolvimento, pois, as eleições deviam servir pura e simplesmente para legitimar os órgãos do poder do Estado, porém, ao que se pode perceber, elas servem para implantar o caos, a desordem pelos senhores, que agarrados ao poder, só querem deixá-lo mortos e depois, para seus descendentes, como de monarquias se tratasse. O Uganda, Angola, Zimbabwe, Congo Democrático são disso exemplos paradigmáticos! Como pode existir desenvolvimento com únicas pessoas no poder e pensar da mesma forma durante tanto tempo? Como pode haver democracia em países cujos lideres fazem deles propriedades pessoais, familiares e partidárias? O que se espera destes países para a aldeia global tão desafiante?