Na Olimpíada do Rio, Judocas refugiados contagiam a torcida

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O judoca congolês Popole Misenga, da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, levantou a torcida da Arena Carioca ao vencer sua primeira luta. Foto: ACNUR / Benjamin Loyseau

Com informações da ONU

Na quarta-feira (10), as atenções se concentraram na estreia dos judocas congoleses Yolande Mabika e Popole Misenga, que vivem no Rio de Janeiro. Disputando a categoria 90 kq masculino, Popole foi ovacionado ao vencer por pontos o indiano Avtar Singh. Na segunda rodada da disputa, ele foi derrotado pelo atual campeão mundial de judô, o sul-coreano Gwak Dong-han. Mesmo assim, deixou a Arena Carioca sob aplausos. Sua colega de equipe, Yolande Mabika, disputou a categoria 70 kg feminino e foi derrotada na primeira luta pela israelense Linda Bolder. Ela também foi acolhida calorosamente pelo público.

Yolande e Popole integram a inédita Equipe Olímpica de Refugiados, composta por dez atletas que disputam diferentes modalidades: natação, judô, atletismo e maratona. Os atletas são refugiados da Etiópia, República Democrática do Congo, Síria e Sudão do Sul, e vivem em diferentes países: Alemanha, Bélgica, Brasil, Luxemburgo e Quênia. A iniciativa tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Yolande Mabika e o técnico Geraldo Bernardes: "Estou forte e continuarei lutando", disse a judoca congolesa integrante da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados. Foto: ACNUR / Benjamin Loyseau

Técnico dos dois judocas, o brasileiro Geraldo Bernardes ressaltou a garra dos refugiados congoleses. “Enquanto outros atletas se preparam por quatro anos, eles se prepararam em quatro meses. Foi muito trabalho em pouco tempo. Mas a alegria e comprometimento deles nos trouxe a este momento”, afirmou Geraldo. Para ele, os dois atletas são vencedores e saíram da Arena Carioca “com uma medalha no peito”.

Yolande e Popole já fazem planos para o futuro e estão certos de que seguirão praticando o judô. “Vou continuar lutar. Estou forte, estou nova. E a luta não é só judô. Estou lutando por minha vida”, afirmou Yolande. “Quero apoios e patrocínios para participar de outras competições. Quero continuar minha profissão de judô, e vou atrás deste campeão do mundo para ganhar dele”, promete Popole.

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