Egito: Exército pressiona presidente para cumprir as exigências do povo

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Protestos no Cairo - Foto: ONU Rio – As Forças Armadas do Egito deram 48 horas para que o governo do presidente Mohamed Mursi atenda às exigências da população. Os adversários de Mursi o acusam de autoritarismo e de desejar instaurar um regime dominado pelos islamitas.

Segundo o Ministério da Saúde, 16 manifestantes morreram e 900 pessoas ficaram feridas desde domingo. As manifestações levaram aproximadamente meio milhão de pessoas à Praça Tahrir e a Alexandria.

– Damos a Mohamed Morsi até terça-feira, 2 de Julho, às 17h, para deixar o poder e permitir às instituições do Estado que preparem uma eleição presidencial antecipada – disse o comunicado assinado pelo Tamarrod – movimento opositor que tem chefiado as manifestações.

A praça Tahrir virou símbolo da mobilização que expulsou do poder o presidente Hosni Mubarak em 2011, durante a Primavera Árabe. O Partido da Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, convocou uma “mobilização geral” para defender o chefe de Estado.

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