‘Clima de impunidade’ na República Centro-Africana prejudica a segurança do país

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Tropas francesas patrulham uma rua em Bangui, República Centro-Africana, enquanto o corpo de um homem linchado por uma multidão pega fogo. Foto: IRIN/Nicholas Longo
Tropas francesas patrulham uma rua em Bangui, República Centro-Africana, enquanto o corpo de um homem linchado por uma multidão pega fogo. Foto: IRIN/Nicholas Longo

Bangui – A situação de segurança em Bangui, capital da República Centro-Africana (RCA), continua se deteriorando com assassinatos e o aumento da violência e da criminalidade nas ruas, alerta o escritório de direitos humanos da ONU.

Admissões públicas de militantes anti-Balaka assumindo a responsabilidade por crimes e assassinatos cometidos “promovem a cultura da impunidade e incentivam mais pessoas a recorrerem à violência”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville.

O ACNUDH declarou – após a procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, ter anunciado que seu escritório irá abrir uma investigação preliminar sobre a situação na RCA – que tem trabalhado com parceiros para tentar retomar os processos judiciais em Bangui na luta contra a impunidade generalizada no país.

A decisão de Bensouda, saudada pelo ACNUDH, será coordenada com os esforços da União Africana e da ONU no país, para verificar se existem bases razoáveis para prosseguir com uma investigação oficial.

Estima-se que desde o início do conflito, em dezembro de 2012, milhares de pessoas foram mortas e 2,2 milhões, cerca de metade da população, precisam de ajuda humanitária.

Com informações da ONU