Autoridades dizem que sudanesa condenada à morte será libertada, mas governo nega

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Divulgação

Por dentro da África – (Atualizado às 10h14 de 2 de junho de 2014)

Rio – Devido à pressão internacional, a história de Mariam Ibrahim, uma sudanesa cristã condenada à forca por sua religião, parecia tomar um novo caminho quando o sub-secretário do Ministério das Relações Exteriores Abdullah al- Azraq disse à imprensa, neste sábado, que as autoridades do país estavam trabalhando para libertar Mariam nos próximos dias. Mas, algumas horas após a declaração da autoridade, o governo do Sudão emitiu um comunicado negando a libertação de Mariam e dizendo que a sua liberdade depende exclusivamente da Justiça.

A sudanesa de 27 anos deu à luz uma menina na terça-feira em uma prisão feminina na cidade de Cartum, capital do Sudão. O marido, Daniel Wani, visitou Ibrahim e o bebê na quinta-feira, depois de ter sido negado o seu acesso no início da semana.

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Há três semanas, um tribunal de Cartum (capital do Sudão) condenou Mariam à morte por ter renegado o islamismo em nome do cristianismo. Mãe de um menino de 1 ano e meio, Meriam afirma que é cristã, mas o tribunal insiste que ela é de origem muçulmana e que teria renegado a sua religião.

A Sharia (código de leis islâmicas baseadas no Alcorão), que vigora no país, não reconhece o casamento de uma muçulmana com um cristão. Por isso, o governo a condenou a 100 chibatadas pelo crime de “adultério” (por ter casado com um cristão). O tribunal deu a ela um período para “retratar a fé”, algo que Mariam se recusou a fazer. Por esse “crime” (que o Tribunal chamou de apostasia – abandono ou negação da fé. Lembrando que Mariam nunca foi muçulmana), ela foi condenada à morte por enforcamento.

Por dentro da África

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