Conferência Ativismos em África tem como tema o ‘Conhecimento para a Transformação Social’

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Entre os dias 25 e 27 de Janeiro, a Conferência Internacional ‘Ativismos em África’, realizada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal, debaterá sobre movimentos de ativismo e protesto no continente africano. O tema deste ano é “Conhecimento para a transformação social”.

Na última década, a comunicação social internacional testemunhou vários movimentos de ativismo, de protesto e de reivindicação em vários pontos do continente Africano. Entre eles, destacam-se as revoluções Árabes que atravessaram o norte de África, com mais ou menos sucesso nos seus objetivos, a mobilização no Mali no pós-golpe de Estado de 2012 e mais recentemente, em dezembro de 2018, os protestos populares no Sudão que levaram à resignação do então presidente Omar al-Bashir.

​Todos eles são demonstrativos de uma sociedade civil ativa, atenta e reivindicativa por melhores condições de vida. A tecnologia foi determinante para a mobilização social, não apenas com o seu potencial de alcançar grandes massas, mas também por se mostrar como ferramenta essencial para manter os movimentos ativos.

A digitalização dos movimentos de ativismo tem sido particularmente ativa no continente africano, nas mais diversas áreas. O ativismo passou a ter uma forte expressão nas redes sociais, em particular no Twitter, com a multiplicação de hashtags (#BringBackOurGirls, #Repeal162, #ZimbabweanLivesMatter, ou #EndSARS) que tornaram o espaço digital como uma arena reivindicativa e sem fronteiras.

Os movimentos de ativismo não têm tido uma expressão, na comunidade académico, enquanto produtores de conhecimento, sendo remetidos para um lugar meramente passivo como objeto de estudo. Esta relação cria uma desconfiança e a uma desconexão entre ativismo e investigação científica.

Tendo como pano de fundo as transformações sociais no continente africano, a IV Conferência Internacional “Activisms in Africa” tem como tema o “Conhecimento para a Transformação Social” e convida académicos e ativistas para debaterem o ativismo com elemento central de transformação social, mas também como produtor de conhecimento. Como atuam os movimentos de ativismo africano face às dinâmicas societais concretas? De que forma os movimentos de ativismo se envolvem entre si? Como é valorizado, ou pode ser valorizado, o conhecimento dos movimentos de ativismo?

Estes são os motes da IV Conferência Internacional “Activisms in Africa”.

Veja aqui os artigos aprovados para a conferência

*A conferência é organizada pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP), em parceria com o Centro de História da Universidade de Lisboa e o Centro de Estudos Sociais – Amílcar Cabral.