ONU condena ataques de milícias na República Democrática do Congo

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Monusco Incidentes são os mais recentes de uma série de episódios violentos contra civis nas últimas semanas, afetando gravemente civis e operações humanitárias em Djugu e na vizinha Mahagi

Com informações da ONU NEWS

A República Democrática do Congo sofreu mais um ataque da milícia Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo, Codeco, na noite de quarta-feira, num acampamento de refugiados na província de Ituri, no leste do país. O porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, contou que foram descobertos em valas comuns os corpos de pelo menos 49 civis, incluindo mulheres e crianças, nas aldeias de Nyamamba e Mbogi.

Este foi o segundo ataque informado pela Missão da ONU no país, Monusco. Soldados da paz patrulham Butembo em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, para garantir a segurança das comunidades locais. Há mais de 1,5 milhão de deslocados

Esses incidentes são os mais recentes de uma série de episódios violentos contra civis nas últimas semanas, afetando gravemente operações humanitárias em Djugu e na vizinha Mahagi.

A província de Ituri, no leste do país, já enfrenta uma situação humanitária difícil com 1,5 milhão de deslocados internos pelos combates.

República Democrática do Congo abriga uma das maiores crises humanitárias do mundo. As forças de paz da ONU foram enviadas imediatamente para proteger o campo e impedir mais violência. A agressão ocorre quase um ano após o último ataque violento no local, que deixou cerca de 60 mortos em fevereiro de 2022.

Desde o início de janeiro, pelo menos 12 organizações humanitárias reduziram a presença e as operações nesses territórios devido à insegurança.