Banco Mundial investirá US$ 122 mi para combater tuberculose no sul da África

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Tratamento de tuberculose – ONU

Com informações da ONU

O Banco Mundial investirá 122 milhões de dólares para combater a tuberculose em países do sul da África, porção do continente que concentra um terço de todas as nações com as maiores incidências da doença. O montante aprovado pelo organismo financeiro vai fortalecer ações de saúde no Malauí, em Moçambique, Zâmbia e Lesoto.

O programa tem como alvo as comunidades mineiras, as áreas com taxas elevadas de tuberculose ou de HIV/AIDS, os corredores de transporte e zonas transfronteiriças dos quatro países.

“O Banco Mundial reconhece que o controle da tuberculose é uma grande aposta de saúde pública e representa um desafio de desenvolvimento econômico na subregião e, portanto, precisa ser combatido com determinação”, afirmou o diretor do Banco Mundial para Moçambique, Mark Lundell, em cerimônia na semana passada (7) que marcou o lançamento da iniciativa.

A agência da ONU explica que o projeto é dividido em três frentes complementares: prevenção inovadora, detecção e tratamento da doença; melhorar capacidades de vigilância, diagnóstico e administração da tuberculose na região; e apoio à capacitação local.

Em Moçambique, por exemplo, o financiamento do Banco Mundial deverá se somar aos esforços do governo nacional e de outros parceiros de desenvolvimento para melhorar os sistemas laboratoriais e a gestão da tuberculose em contextos onde os agentes patogênicos apresentam resistência aos medicamentos.

Com o apoio do organismo financeiro, o país espera construir um centro regional de excelência para mobilizar países do sul da África no combate à infecção.

“Não podemos acabar com a tuberculose até 2030 se não intensificarmos nossos esforços onde mais importa. Precisamos alcançar, testar e tratar todas as populações vulneráveis em áreas onde o controle da tuberculose é o mais fraco”, afirmou o comissário para Assuntos Sociais da União Africana, Mustapha Sidiki Kalolo.

O projeto do Banco Mundial foi elaborado com o apoio do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e outras agências de cooperação internacional. O órgão das Nações Unidas lembra que a articulação entre sistemas de saúde nacionais para a criação de redes tem se mostrado eficaz no enfrentamento a ameaças recentes, como o surto de ebola.