A vida na diáspora: A inspiração da consciência e experiências

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Foto: Virgínia Maria Yunes

Por Gabriel Ambrósio, Por dentro da África

Instituição: PUC GOIÁS

Trata-se de um relato da minha experiência como angolano, negro, jovem e estudante intercambista no Brasil, e da minha curiosidade de me apropriar do contexto sócio-histórico das mulheres e homens afrodescendentes, pois sinto a importância do reconhecimento e da valorização da teoria pan-africanista no Brasil. Hoje, penso que é digno lutar e ser solidário com os irmãos e irmãs da diáspora. Foi assim que comecei a politizar e a questionar a o ensino da história negra na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO).

A minha vida neste intercâmbio é marcada pelo olhar crítico e reflexivo frente às iniquidades raciais e ao mito da democracia racial dentro e fora da universidade. É nesta experiência universitária que destaco o Programa de Estudos e Extensão Afro-brasileiro da PUC-GO (PROAFRO). Quando senti a falta da presença negra, em sala e na literatura científica, questionei o porquê da falta da negritude?! Além disso, estou consciente de que existem grandes figuras negras e negros que têm contribuído para a (re)significação da ciência em prol da diversidade étnico-racial, de forma a transcender ao eurocentrismo. Logo, a nossa missão é a promoção da igualdade racial e a (re)construção da identidade negra, e das Ações Afirmativas. Tornei-me amante da literatura negra e ativista no movimento negro por acreditar que pela educação, pela inspiração de figuras importantes sobre a negritude e pan-africanismo é possível avançarmos por uma sociedade mais justa e equânime.

PALAVRAS- CHAVE: Racismo, eurocentrismo e inspiração da consciência.

Ser negro como canta Guto, rapper angolano dos 2004, “não é ser apenas jogador de futebol, nem ser atleta olímpico. Ser negro é, simplesmente, ser huAfrica do Sul - Foto de Guilherme Canever mano”. Essa música me incentivou bastante. Para Neusa Santos (1983), ser negro é demonstrar o mérito que é cobrado e procurar assujeitar-se e não ser oprimido pela ideologia. Desde 2011, resolvi fazer o meu intercâmbio com apoio do governo angolano e comecei a frequentar a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), onde fui bem recebido. Em sala de aula tive pouca visão para poder reconhecer os olhares dos colegas. Lembro-me de duas colegas que me receberam e me explicaram como funcionavam as coisas. O engraçado é que essas colegas apresentam características da etnia negra, embora ainda não se reconheçam como tal.

O primeiro mês na universidade e no programa PROAFRO me fez pensar: “o que seria (pró) da África?” Essa foi a minha primeira interpretação através do prefixo pro, sendo um amante do léxico e da gramática. Dentro do PROAFO, conheci a doutora Irene Dias de Oliveira e comecei a participar dos encontros, estudos e de todos os eventos do programa. Depois conheci a professora Janira Sodré Miranda, (um amor de pessoa e sempre me ajuda), e daí, passei a procurar a bibliografia negra. Eu me perguntava por que a negritude não está na disciplina de teorias da literatura e literaturas brasileiras, I, II, III, e IV. Mas a minha aventura estava apenas começando. Um dos amigos guineenses sugeriu Lima Barreto[4], “O triste Fim do Policarpo Quaresma”.

gabLi a obra toda “Noites das Lágrimas em África” e debati com o escritor Marcelo Aratum (2011). Meses depois, li a obra de Frantz Fanon e alguns artigos sobre Cheikh Anta Diop. Sobre Diop, havia feito uma apresentação na semana da cultura e cidadania com titulo “ estudo de gênero: o pensamento filosófico de Cheikh Anta Diop” que falava sobre a forma que este cientista revolucionou e me inspirou a conhecer mais sobre o Egito antigo e a história, cultura, linguística africana. Antes, havia lido Kabenguele Munanga em “Rediscutindo a mestiçagem brasileira”. Estudando os textos no PROAFRO, comecei a procurar a literatura africana na biblioteca, mas era difícil encontrar as obras que eu precisava.

Isso me deixou inconformado sobre o ensino da história cultural dos afrodescendentes e africanos. Os citadinos elogiam as vestimentas coloridas, mas se esquecem da sabedoria que vem das cores africanas com suas simbologias. Por que as cores, neste sentido, nos alegram quando compartilhamos saberes, culturas, danças que as universidades não nos oferecem? Repensar a lavagem cerebral que os negros e brancos foram submetidos pelo eurocentrismo. Em sua autobiografia, Malcolm X (1965) dizia: “O demônio que é o homem branco e a “que submeteu a lavagem cerebral do homem negro” (p. 175), fez-me pensar muito. Compreendo que seja um projeto antigo, feito pelos colonizadores europeus. Além disso, sinto que o eurocentrismo continua pelos negros, e principalmente quando acusam as religiões afro-brasileiras “macumbeiras”. Mas ainda sinto que podemos destruir essa lavagem e mergulharmos em pensadores como Malcolm X e Beatriz de Nascimento.

Sabemos que as nossas escolas e universidades nunca nos ensinarão o verdadeiro valor dos nossos ancestrais, e o conhecimento sobre a nossa história deve ser construído seguindo as nossas referências. Foi isso que senti na minha reflexão sobre ausência de escritores e escritoras da literatura negra, na grade curricular da universidade que frequento.

[…] “O verdadeiro conhecimento”. Sempre foi nos escondido (…). O verdadeiro conhecimento aqui reconstituído, muito mais sucintamente do que me foi explicado, era o de que a história havia sido “embranquecida” “nos livros de história do homem branco e que o homem preto sofrera” uma lavagem cerebral por centenas de anos” O homem original era preto, no continente chamado África, onde a raça humana surgira no planeta Terra. O homem preto, o homem original, construíra grandes impérios, civilizações e culturas, enquanto o homem branco ainda estava vivendo de quatro em cavernas. “ O demônio homem branco”, ao longo da história movido por sua natureza demoníaca , saqueara, assassinara, violentara e explorara todas as raças de homens que não a branca. O maior crime da história humana era o tráfico de carne preta, quando o demônio homem branco fora para a África, assassinara, sequestrara a fim de levar para o Ocidente, acorrentados em navios negreiros de homens, mulheres e crianças. pretos que eram tratados, espancados e torturados como escravos. (MALCOLM X ,1965., p. 177).

A citação traz uma revelação profunda. Primeiro, demonstra a história cruel, depois, a manipulação da história dos afro-americanos, afrodescendentes-afro-caribenhos.

africa fashion guidePreciso da consciência africana e afro-americana. De um lado, sou inspirado por africanos, por outro lado, admiro os afro-americanos em sentido geral. Para Neusa Santos (1983), […] É uma dificuldade discutir, nesse meio de pequena burguesia branca, intelectual, a questão racial. Há um pacto de que “ quase somos iguais” e assim é inoportuno, inadequado, perigoso, discutir a questão. (…) eles dizem, meu bisavó era negro, eu até me sinto negro. Outra negação “ não” não vamos discutir isso”. Por incrível que pareça, tenho assistido discursos do gênero por muitos e muitas brasileiras. Tanto a Bell Hooks, quanto Neusa Santos trazem reflexões atuais, e sinto que é sempre marcada na nossa convivência.

Mas, esses reflexos semelhantes na cultura e da educação dos estados Unidos e da educação Brasileira. A negação do debate sobre o racismo no meio é comum, e não só no meio acadêmico, mas também pela sociedade em geral. Ou seja, debater racismo brasileiro é sempre chato. Porque muitos são preconceituosos e amam o senso comum. Mas vamos em frente, e mudar sobre assunto e já recuperando do que havia dito. A história segundo Malcolm x 1965, sofrera uma transformação, manipulação,e um desvinculamento fugitivo do problema da diversidade é isso que ocorre no sistema eurocêntrico. Essa é uma autoridade da experiência.

Há engano na história que nos foi contada, e ainda sentimos ausência, desconhecimento em relação às pessoas negras no mundo. Tudo porque o sistema padronizado invisibiliza os nossos maiores exemplos; muitos não (re)conhecem e não gostam de ouvir. […] Negro, sou um negro: escuro como noite; escuro como as profundezas da minha África. (…) Tenho sido vitima: os belgas cortam-me as mãos no Kongo. Continuam a linchar-me no Mississipi. Langston Hughes[6].

Esse poema de Hughes é pura demonstração da solidariedade dos africanos, principalmente quando o Kongo estava sendo violado pelo colonizador Belga. Dentro dos Estados Unidos os linchamentos dos negros e negras estava no auge. Sentir a dor emocional, mas ao mesmo tempo sentir a saudade da África, assumir a negritude é o que parece no poema!

1Malcolm_X_NYWTS_2a[…]“A religião ensinava ao“ negro” que o preto era uma maldição. Ensinava-o a odiar tudo o que era preto, inclusive, a si próprio. Ensinava que tudo que era branco era bom, devia ser admirado, respeitado e amado. O negro levava uma lavagem cerebral para pensar que seria superior se sua pele mostrasse mais da poluição branca do senhor escravos. Essa religião cristã do homem branco iludiu e fez uma lavagem cerebral ainda maior do “negro”, levando-o sempre a virar a outra face, sorrir, a rastejar, se humilhar, cantar e rezar, aceitar tudo o que lhe era dado como lambujem pelo demônio homem branco; era ensinado a procurar o seu paraíso na vida depois da morte, enquanto aqui na terra o senhor de escravos homem branco desfrutava esse mesmo paraíso…” (1965.p.177, Malcolm X novamente.).

Essas palavras me ajudam a pensar a realidade das religiões afro-brasileiras que são “endemoniadas”. Eu lamento quando vejo os negros e negras que acreditam nesta lavagem cerebral. É preciso ter visão crítica e reflexiva na ideologia e filosofia cristã para combater o preconceito à religiosidade africana e afro-brasileira. Ainda acrescento que o contexto histórico dos negros e negras foi ignorado por séculos. Esquecem que as religiões africanas e afro-brasileiras constituem instrumentos de identidade negra.

Esse domínio total das mentes do nosso povo, Santos (1983), esse estado de alienação precisa ser revelado. Esses olhares de Neusa e Fanon ajudam a pensar a nossa realidade sociocultural. Frantz Fanon (1983), sobre o domínio e alienação intelectual da elite “burguesa” que não têm demonstrado o trabalho de desalienação ao nosso povo, considerava assim:

[…] Alienação intelectual é uma criação da sociedade burguesa. Considero sociedade burguesa aquela que proíbe qualquer evolução, qualquer progresso, qualquer descoberta. Considero sociedade burguesa aquela enclausurada onde não é bom viver, onde o ar é pútrido, as ideias e as pessoas em putrefação. E creio que um homem que se posicione contra essa morte, é de certo modo, um revolucionário (FANON, 1983, p. 184).

Nesse contexto, prossigo nas figuras da educação histórica dos afrodescendentes, onde destaco seguintes nomes: Zumbi dos Palmares (líder maior) e histórico; Abdias de Nascimento (autor de Negro Revoltado), Lélia Gonçalves (líder feminista), Beatriz de Nascimento (pesquisadora e defensora das entidades kilombolas)[7], Neusa Santos (psiquiatra e ativista social), Sueli Carneiro (líder feminista) e Milton Santos (homem que me ensinou a pensar os efeitos da globalização e sua exclusão do mundo capitalista e suas misérias diárias). Na verdade, é uma lista enorme que não cabe aqui enumerar. Todas essas figuras são proeminentes da academia, dos movimentos negros e movimentos feministas.

cheikhEssas mulheres negras sofreram em defesa da dignidade das mulheres em relação ao racismo, sexismo, machismo e promoção da educação igualitária e de conscientização da nossa diáspora. Nos contextos científico, religioso e histórico africanos há as figuras como: Kimpa Vita (com ela aprendi a redescobrir o valor ancestral dos bakongos), e Cheikh Anta Diop, quem eu destaco pela brilhante atuação no renascimento da história africana, desde o Egito antigo, até a história contemporânea. Também não deixaria de falar da literatura negra. Como leitor sobre os teóricos da discriminação racial, e os preconceitos que temos sofrido aqui neste país. Esses estudiosos conhecidíssimos Kabenguele Munanga e Carlos Moore, com suas obras de muita relevância para minha formação na tomada de consciência negra. E para citar Gabriel Ambrósio e Kassoum Diémé (2014). No artigo “O Estado Federal Da África Negra Na Obra Do Cheikh Anta Diop” (p. 7), encontra-se o seguinte:

Depois de longos anos de estudos, desafiando vários estudiosos e conterrâneos sobre os diversos assuntos científicos, culturais, antropológicos, históricos e linguísticos, Cheikh Anta Diop chega à conclusão de que o caminho da reviravolta do continente africano é a união dos estados numa federação que seria o desfecho de um processo que começa com a tomada de consciência da unidade histórica da África.

A minha inspiração em educadora como a Bell Hooks, me faz refletir sobre a importância da lei 10.639/003, na questão da multiculturalidade e a educação no geral. Apesar do sistema tradicional que não ensina a transgredir as fronteiras do racismo na educação e na sociedade brasileira. E a importância das mulheres negras na construção histórica acadêmica e educacional na medida em que, têm feito os seus estudos dos gêneros:

“ negras examinam e fazem trabalhosa questão dos gêneros e dedicam a produção acadêmica feminista. Crítica literária é o ambiente que melhor tem permitido as mulheres negras afirmar a voz feminista. Boa parte da escrita desmascaram formas de exploração da opressão sexual da vida dos negros, e recebeu atenção e riscos de falar criticamente sobre ela… (HOOKS, 2013, p. 169).

O enunciado me faz refletir como homem negro, que penso nas atitudes históricas da opressão das mulheres e tenho me solidarizado com as minhas irmãs negras. E também passo a minha mensagem, a minha crítica e autocrítica sobre algumas situações que nos acontecem.

our africa.orgEu não posso deixar de destacar a importância de Aimé Cesáire e Frantz Fanon pelas suas brilhantes escritas que espelham a minha vida. Na verdade, essas figuras me alimentam através das suas hortas e mares de conhecimento. A questão da negritude sempre esteve presente em mim, mas a obra “Pele negra e máscaras brancas” (Frantz Fanon) fez grande diferença em minha percepção e reflexão sobre o “ser negro na diáspora”. Aquelas marcas registradas pelas nossas ilusões lúdicas dos prazeres com as brancas, sem entender que aquilo é uma forma de alienação ou da negação das nossas mulheres negras. Na questão da educação ainda tenho na memória uma menina negra que manifestou a sua baixa auto-estima. No caso dessas crianças, elas precisam de espelhos. Por que espelho? Porque as crianças não se sentem representadas, por exemplo, na mídia, na televisão e entre outros meios. Um exemplo de espelho na África do Sul seria Steve Biko, que inspira muitos africanos. Precisamos de espelhos ou fontes de inspiração.

Dito isto, deixo aqui minhas considerações finais, onde percebo que é importante considerar as figuras negras na academia e não apenas a figura dos brancos. A lei 10.639/ 003 trata da obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. Mas há muita resistência ainda pelos profissionais da educação. Venho reafirmar e dizer que a minha passagem neste país será marcante; logo, penso na significação da ciência em prol da diversidade étnico-racial, de forma a transcender ao eurocentrismo. Assim, a nossa missão é a promoção da igualdade racial, e a potencialização da (re)construção da identidade negra, e das Ações Afirmativas.

Tornei-me amante da literatura negra e ativista no movimento negro brasileiro por acreditar que, pela educação, é possível avançar para uma sociedade mais justa e equânime. Compagnon, 2001, p.164. […] A experiência da leitura, como toda a experiência humana, é fatalmente uma experiência dual, ambígua, dividida: entre amar, alegria, liberdade, imposição… A experiência aprimora os nossos projetos, nossas lutas e nossas pesquisas. Por último, ganhar nossa consciência histórica e das nossas raízes é apenas símbolo de dignidade, respeito. “A educação, especificidade, como um ato de intervenção no mundo”. É preciso deixar claro que a o conceito de intervenção não está sendo usado como nenhuma restrição semântica. “Paulo Freire” (1996). Logo, Freire e Fanon ensinavam que o ser humano precisa se posicionar e se tornar sujeito da história, Bell Hooks ensina-me a transgredir as amarras do pensamento alienantes e depois reapropriarmos a nossa verdadeira história. E assim, reafirmar a consciência da minha inspiração.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FANON, Frantz. Pele negra máscaras brancas. Tradução de Adriano Caldas. Rio de Janeiro. Fator, 1983.

MALCOLM X. Autobiografia. (1925-1965). New York. U AS 1964. Reynolds. Com a colaboração do Alex Haley. Tradução de A.B. Pinheiro de Lemos. Editora Record, Rio de Janeiro. 1999.

AMBRÓSIO, Gabriel e DIÉMÉ, Kassoum.< https://www.pordentrodaafrica.com/cultura/o-estado-federal-da-africa-negra-na-obra-de-cheikh-anta-diop >; Disponível e Acesso em 19 de Novembro de 2014.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a Educação como prática de liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla- Editora Martins Fontes, São Paulo. 2013.

LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora africana. Selo Negro, São Paulo. 2004.

Revista João Cândido. Publicação mensal do coletivo negros do partido operário. Nº 10- outubro de 2012.

SOUSA, Neusa Santos. Tornar-se negro: As vicissitudes da Identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro; Edições Graal, 1983.

 

[1] Esse artigo na sua primeira versão foi apresentada em Encontro de Culturas Negras no Cerrado no dia 29 de novembro de 2014.

[2] Mavenda Nuni yÁfrika.

Estudante do último período de Letras na Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

[3] Esse conceito de raça não tem relevância científica. Na verdade, tem sido usado para excluir os grupos étnicos quando classificam raça branca, raça negra.

[4] Lima Barreto, Afonso Henriques. Escritor brasileiro nascido em Rio de Janeiro (1881-1922), considerado um dos mais representativos escritores brasileiros da crítica social urbana. Denunciou racismo e as injustiças sociais. Fiel as suas origens étnicas, foi rejeitado pelo mundo literário, alcançando reconhecimento somente após sua morte. LOPES, 2004, p.388. In Enciclopédia Brasileira da Diáspora africana.

[5] Africano, e de nacionalidade angolana. Um termo que eu mesmo criei em 2011. O termo por questões identitárias no meio de muitos equívocos pelos colegas e professor@s sobre a denominação de Africano. Dizer só africano é muito amplo.

[6] Poeta norte americano e o maior poeta negro. Nunca tinha visto nada nas minhas aulas. Mas a curiosidade de cada dia, descobri-o pela praça universitária, através de um grupo de jovens do movimento negro. O trecho do poema retirado em Revista João Cândido. Nº 10- outubro de 2012.

[7] Essa palavra pode ser escrita com Q, mas por razôes etimológicos dessa palavra em línguas Angolanas escrevo-o com K.

[8] Luck Dube foi músico do Estilo Reggae, e um ativista cívico e cultural da África do Sul. Suas músicas são reflexivos e críticos humanistas .