São Paulo recebe a mostra “Motumbá: Memórias e Existências Negras”

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Com informações da Baobá Comunicação

Motumbá é uma palavra de origem Yorubá que, mais do que uma saudação, significa bênção entre os nagôs. Para celebrar o protagonismo das expressões culturais negras, o Sesc Belenzinho receberá, a partir de novembro, a mostra “Motumbá: Memórias e Existências Negras”.

A mostra pretende recontar mitos, trazer para o foco das discussões memórias e tradições, apresentar novas linguagens e criações, discutir a existência, problematizar e refletir a história e suas narrativas para, então, descortinar o véu que ofusca e esconde as belezas negras da sociedade brasileira. Fiel à premissa de levar adiante os objetivos da programação, os organizadores não poderiam ter escolhido melhor termo para abrir e dar nome à mostra. Salve!

Sobre o co-curador

João Nascimento

Diretor presidente do Instituto Nação, coordenador do Ponto de Cultura Afrobase, diretor fundador da Cia de Arte Negra Treme Terra, idealizador curador dos projetos Escola do Samba, Sarau Afrobase, AGÔ Mostra de Arte Negra e Quebrada Cultural. Pesquisador de cultura afro-brasileira e relações étnico-raciais, co-criador da trilogia Zumbi Somos Nós (Documentário, CD e Livro) com o coletivo Frente 3 de Fevereiro. Dirigiu os álbuns musicais Rapsicordélico, Sinfonia de Arames, AFRO2 Laboratório Sonoro de Ritmos AfroBrasileiros e Cultura de Resistência. Músico graduado na Universidade Anhembi Morumbi no curso de Produção Musical.

Programação

Vox Sambou
Dia:
11 de novembro (sexta-feira)
Hora
: 21h

O haitiano Vox Sambou, originário de Limbé e radicado no Canadá, soma mais de dez anos de carreira internacional. Como fundador do coletivo montrealense Nomadic Massive, lançou os discos “Nomads Land” (2006) e “Nomadic Massive” (2009). Durante esse tempo, Sambou aproveitou para produzir dois discos solo, “Lakay” (2008) e “Dyaporafriken” (2013).

Artista cujo idioma materno é o crioulo haitiano, ele optou por se expressar nessa língua como veículo para expor temáticas engajadas e promover os direitos de todos.A essência de seu trabalho reside nos ritmos tradicionais do país caribenho, e o repertório é centrado numa música engajada e autêntica. Jean-Daniel Thibault-Desbiens, Diegal Leger, David Ryshpan, Malika Tirolien e Christopher Cargnello acompanham Sambou no palco (espetáculo não recomendado para menores de 12 anos; ingressos a R$ 7,50, R$ 12,50 e R$ 25).

Opanijé
Dia:
19 de novembro (sábado)
Hora:
21h30

Em sua apresentação, os integrantes do grupo Opanijé – Lázaro Erê (voz e letras), Rone Dum-Dum (voz e letras),Dj Chiba D (toca-discos) e Zezé Olukemi (percussão)– brindarão o públicocom letras que exaltam a cultura negra e a ancestralidade africana, reunindo samplers, efeitos e batidas eletrônicas ao que há de mais tradicional na cultura afro-baiana, como berimbaus, instrumentos percussivos e cânticos de candomblé. Juntos desde 2005, os músicos, em sua trajetória, já dividiram o palco com o rapper paulistano Thaide(no Carnaval), do projeto Soletrando Atitudes (Escola Estadual João das Botas), com o rapper carioca B. Negão, do Pelourinho na Rota da Rima. Eles também se apresentaram com o consagrado grupo Z’África Brasil, do Blackitude+Zumbi, junto aos rappers haitianos do Vox Sambou e Diegal, do grupo Nomadic Massive, radicado no Canadá, e no Festival Hip Hop Zumbi,que contou com as participações dos norte-americanos Nobody Famous e Dj Bobbyto (espetáculo não recomendado para menores de 18 anos; ingressos a R$ 6, R$ 12 e R$ 20).

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Dança

Dentro da mostra “Motumbá: Raízes e Existências Negras”, as atividades relacionadas à dança foram idealizadas a partir da busca por grupos que se dedicam à pesquisa e criação, estabelecendo interfaces entre os universos das tradições e aquilo que se convenciona de contemporâneo. Além desse foco, a proposta é contemplar apresentações de grupos que não falem diretamente sobre o tema, mas, antes, que tragam em suas formações e corporeidades a vivência negra e periférica.

O Corpo Negro na Dança e “Um Filme de Dança”
Dia:
24 de novembro (quinta-feira)
Hora:
20h

A palestra O Corpo Negro na Dança será seguida de exibição do longa-metragem “Um Filme de Dança”. A atividade, que se concluirá com um debate, tem à frente a coreógrafa, pesquisadora e realizadora audiovisual Carmen Luz, autora do filme (censura livre; grátis).

Mix Memória
Dias:
25 a 27 de novembro (sexta, sábado e domingo)
Hora: sexta e sábado, às 21h30; domingo, às 18h30

O espetáculo Mix Memória, com a Cia Étnica, foi concebido como uma tradução, em dança e imagens, do provérbio africano Sankofa: “O que quer que seja que tenha sido perdido, esquecido, renunciado ou privado, pode ser reclamado, reavivado, preservado ou perpetuado”. MixMemória reúne, decompõe e rearticula para o presente alguns objetos, vídeos, células e coreografias criados pela companhia entre 2004 e 2015 (espetáculo livre; ingressos a R$ 6, R$ 10 e R$ 20).

“Todo Corpo Importa – Poéticas para Imaginar, Viver e Dançar”
Dias:
25 a 27 de novembro (sexta, sábado e domingo)
Hora: sexta e sábado, das 15h às 19h; domingo, das 13h às 17h

Conduzida pela Cia Étnica, esta oficina foi idealizada a partir dos temas do encontro, da memória e da igualdade. Aatividade, concebida pela coreógrafa Carmen Luz, propõe estimular e preparar o corpo, a imaginação e o pensamento dos participantes para a experimentação e a criação dos processos denominados, AREC – Atos de Resistência, Existência e Convivência (não recomendado para menores de 16 anos; grátis)

Fique ligado para o que está por vir:

A mostra se estenderá em dezembro e durante os primeiros meses de 2017. Em música, estão previstos shows variados, como “Hip Hop das Minas”, sob o comando de Yzalú e parceiras do hip hop, do ativismo periférico e do feminismo negro; o “Baile dos Orixás”, com Guga Stroeter& Orquestra HB; Tião Carvalho e grupo Cupuaçu, entre outros. Em dança, entre os destaques, os espetáculos “ Yebo”, com Gumboot Dance Brasil, e “O Reino do Outro Mundo – Orixás, com a Cia Rubens Barbot, e “Terreiro Urbano, com o grupo Treme Terra.No palco, Monica Santana apresentará a peça “Isto Não É Uma Mulata” ePriscila Rezende protagonizará a performance “Bombril”, que reflete a inferiorização à qual o negro é submetido devido a sua estética. Também estão previstos debates, exibição de filmes e ateliês de artes manuais.

SERVIÇO
Motumbá: Memórias e Existências Negras
Local:
Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho, São Paulo (SP)
Mais informações: (11) 2076-9700 ou www.sescsp.org.br/belenzinho e http://www.sescsp.org.br/programacao/107905_M+O+T+U+M+B+A++MEMORIAS+E+EXISTENCIAS+NEGRAS#/content=programacao
Agendamento de grupos: pelo email agendamento@belenzinho.sescsp.org.br ou (11) 2076-9704. Atendimento das 10h às 17h.
Estacionamento: Credencial Plena – Primeira hora: R$ 4,50. Adicional por hora: R$ 1,50.
Outros – Primeira hora: R$ 10,00. Adicional por hora: R$ 2,50. Preço promocional para espetáculos – CredencialPlena: R$ 5,50. Outros: 11,00.