Acesso e abastecimento de eletricidade são desafios para muitos países africanos

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eletriciodade africaEm 36 países africanos, apenas dois em cada cinco pessoas têm acesso a um fornecimento fiável de energia ao longo do dia, de acordo com um novo estudo realizado pela Afrobarometer.

Marcado por uma capacidade insuficiente, baixa confiabilidade e custos elevados, a infraestrutura de energia em África é ainda problemática, com 25 nações da África Subsaariana enfrentando “uma crise”, segundo o Banco Mundial.

O déficit de energia elétrica da África é um grande obstáculo ao desenvolvimento humano e sócio-econômico com efeitos graves sobre a saúde (pense em clínicas sem equipamentos e medicamentos refrigerados e vacinas que salvam vidas), educação, segurança e crescimento do negócio.

O acesso à eletricidade é fundamental para o futuro. É a luz que as crianças precisam para estudar; a energia que permite uma idéia ser transformar em um negócio real; é a tábua de salvação para as famílias satisfazerem suas necessidades mais básicas. E é a conexão para ligar a África à rede da economia global.

Em suas pesquisas 2014/2015, Afrobarometer documentou o alcance e qualidade de ligações elétricas através de quase 54.000 entrevistas em 36 países africanos, bem como observações diretas em milhares de comunidades em todo o continente. Fornecendo uma base experimental para os esforços nacionais e internacionais para o desenvolvimento de infra-estrutura elétrica adequada, os resultados da pesquisa sugerem que tais iniciativas terão compromissos de longo prazo e altos gastos.

Em média, nos 36 países, apenas quatro em 10 africanos desfrutam de um fornecimento de energia confiável. Enquanto cerca de dois terços dos africanos vivem em áreas com acesso a uma rede elétrica, em alguns países, sete em cada 10 cidadãos – e até nove em cada 10 em áreas rurais – não.

Na Nigéria, enquanto 96% dos domicílios estão ligados, apenas 18% dessas conexões funcionam mais do que cerca de metade do tempo. Em Gana, 87% das famílias estão ligadas, mas apenas 42% dessas conexões fornecem energia confiável. No entanto, isso ainda é três vezes a taxa de conexões que funcionam bem na Guiné (12%).

Saiba mais sobre a pesquisa aqui