Países da África celebram primeiro Dia Africano da Alimentação Escolar

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Foto: Crianças em escola no Mali - Marco Dormino
Foto: Crianças em escola no Mali – Marco Dormino

Com informações do Centro de Excelência contra a Fome

O continente africano vai comemorar pela primeira vez o Dia Africano de Alimentação Escolar, no dia 1º de março. A União Africana, que congrega 54 dos 55 países do continente, vai celebrar a data com um evento em Niamey, capital do Níger, e autoridades de todo o continente estarão presentes para reforçar seu compromisso com a promoção da alimentação escolar vinculada à compra local de alimentos como estratégia crucial para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O Dia Africano da Alimentação Escolar foi criado em janeiro deste ano, depois que os chefes de estado reunidos na 26ª Cúpula da União Africana decidiram adotar a alimentação escolar como estratégia continental para melhorar a frequência e o desempenho dos alunos nas escolas e promover a geração de renda e o empreendedorismo em comunidades locais. A decisão foi tomada depois que uma delegação de oficiais da União Africana e ministros de diversos países africanos visitou o Brasil para conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar. A experiência brasileira tem inspirado inúmeros países africanos empenhados em adotar estratégias nacionais de alimentação escolar vinculada à compra de alimentos produzidos por agricultores familiares.

A Cúpula da União Africana determinou também a criação de um comitê técnico multidisciplinar de especialistas africanos para realizar, com apoio do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos, um estudo geral sobre a relevância e o impacto da alimentação escolar nos estados membros da União Africana.

A alimentação escolar gera renda para os agricultores familiares e possibilita que as escolas sejam uma plataforma de promoção da diversidade alimentar, de hábitos alimentares saudáveis e de nutrição. É um forte incentivo para que as famílias continuem enviando seus filhos às escolas, contribui para a redução do trabalho infantil, casamento e gravidez precoces, e ajuda a quebrar o ciclo intergeracional de pobreza.

1 COMMENT

  1. A meu ver todas as boas práticas nesse sentido devem ser seguidas tendo em conta sempre e como princípio o desenvolvimento sustentável de cada país, na grande tarefa que será a eliminação da fome em todo o mundo, e as crianças estão em primeiro lugar.