África em Verso: “Março-mulher”

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Registro da leitora Virginia Yunes - Massai, Quênia
Registro da leitora Virginia Yunes – Massai, Quênia

Gabriel Ambrósio, Por dentro da África

Todo o ano é para todos nós, mulheres ou homens, mas dia 8 de março foi a data oferecida pelo mundo. Mulher, mãe deusa deste universo, seu brilho não foi ofuscado. Quero dignificar, honrar a mãe e as mulheres, as mulheres que fazem o brilho cotidiano de belezas e guerreiras desta natureza!

Sua paciência é inesgotável, seu amor é vital… Um verdadeiro axé às mães. Quem demonstraria amor durante nove meses antes da nossa vida física? Só pode ser deusa, então. Mãe e todas as mães são verdadeiras deusas.

Que me perdoem os patriarcas, aliás, inspiro-me na África Negra que nos leva para a dignidade da matriz matriarcal nas páginas dos ancestrais. Sim, ancestrais como Maat, Isís, Diop, Keita, Marimba Ani, Francis Welsing… Deusas, nossas cuidadoras, nossas namoradas, nossas paixões, nossas guerreiras de tempos passados e do presente. Nossas calmantes e conselheiras sempre são elas.

As flores que pairam pelo mundo, as inspiradoras do mundo das artes e das belas da simbologia das águas na cultura africana; Iansã, Kianda, sereias…

Discriminadas em muitos países, ganhando pouco, não desistem. Aliás, persistem na força natural e axé. Sou admirador das suas vozes, mulheres, sorrisos atraentes e cabelos que assombram o meu sol diário. Vossa preocupação atemporal e generosidade são imensas. Nossas vidas sem mães? Infelizmente, não existiríamos, as mulheres são luzes de muitos de nós. Se colocássemos as gestões nas mãos das mulheres, como seriam as comunidades carentes!?

As militantes pan-africanas, as feministas brancas e pretas que lutam pela afirmação política do mundo ocidental. As pretas já eram guerreiras antes dos anos 60. Nzinga, Hipatia, Dandara, Kimpa ou deusa Maat…

Sou paparazzo de belezas naturais, de filhos e filhas de uma mãe que adora os filhos… Na verdade, duas mães; uma Delfina e outra África. Que haja menos violência contra as mulheres. Homens, amem mais e façam menos guerra e violências bárbaras. Que vivam as deusas em todos os meses.