Tensão nas eleições quenianas. Desde 2007, não havia votação direta no país

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eleicao no quenia 1jpgEm eleição geral para a escolha do chefe de Estado, governadores e senadores, mais de 14 milhões de quenianos foram às urnas nesta manhã. O movimento marca o primeiro pleito após 2007, quando mais de mil pessoas foram mortas em confrontos durante a votação para a presidência.

Nesta manhã, grupos armados atacaram um posto de polícia matando, pelo menos, 10 pessoas na cidade de Mombasa, a segunda maior cidade do país de cerca de 40 milhões de habitantes. Para manter a ordem, foram mobilizados em todo cerca de 100 mil agentes, segundo o inspector geral da corporação, David Kimaiyo.  O governo local também anunciou que aproximadamente 25 mil observadores internacionais da Europa, Estados Unidos e da União Africana supervisionam o evento.

Para tornar-se vencedor, o candidato deverá somar 50% dos votos mais um e ter 25% de apoio em pelo menos 24 dos 47 distritos. Caso contrário, haverá segundo turno em 11 de abril.

Mapa - editado queniaUm dos candidatos, Raila Odinga foi ministro de Energia entre 2001 e 2002 e ministro das Estradas, obras públicas e habitação entre 2003 e 2005. Ele se tornou o principal candidato da oposição no pleito de 2007. Em 30 de dezembro de 2007, a comissão eleitoral queniana declarou a vitória do seu oponente Mwai Kibaki, por uma margem de 230.000 votos.


O candidato  Uhuru Kenyatta é filho de Jomo Kenyatta, o primeiro presidente queniano (1964–1978). Em 2001, ele foi nomeado para o Parlamento tornando-se ministro do Governo Local. Em 2002, após perder as eleições para Mwai Kibaki ele tornou-se lider da oposição. Em 2008, foi nomeado vice-primeiro-ministro e ministro dos negócios pelo então presidente Kibaki. Ele foi acusado pela Corte criminal Internacional de cometer crimes contra a humanidade e por envolvimento na violência durante as eleições de 2007.


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