FAO: “Sudão é uma crise esquecida que está piorando”

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Sudão Albert González Farran
Conflitos e violência inter-tribal obrigam pessoas a fugir de suas casas e perder as temporadas de plantio e colheita. Foto: ONU/Albert González Farran

Rio – A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pediu nesta quinta-feira (10) apoio urgente para os agricultores e criadores de gado no Sudão, para ajudar a evitar um agravamento da situação de segurança alimentar no país, que já e crítica.

Em comunicado, a FAO afirmou que cerca de 3,3 milhões de pessoas estão sofrendo de insegurança alimentar e alertou que esse número deve aumentar para 4 milhões nos próximos meses por causa do aumento de conflitos e deslocamentos em Darfur, de refugiados fugindo do Sudão do Sul, de uma colheita fraca e do aumento dos preços de alimentos.

“O Sudão é uma crise esquecida que só está piorando”, disse o representante da FAO no país, Abdi Jama Adan. “Precisamos garantir urgentemente que criadores de gado vulneráveis e agricultores afetados pela situação estejam em uma posição de recuperar seus meios de subsistência, alimentar suas famílias, reduzir a sua dependência da ajuda alimentar e reconstruir suas vidas.”

Ele ressaltou que 80% da população rural do Sudão depende da agricultura para alimentação e renda.

Agências da ONU e parceiros receberam até o momento apenas 3,5% dos 995 milhões dólares solicitados para realizar intervenções humanitárias urgentes estabelecidas no Plano de Resposta Estratégica para o Sudão em 2014.

A FAO também pediu 19 milhões de dólares para uma série de intervenções urgentes com o objetivo de ajudar 5,4 milhões de pessoas. Até agora, a agência recebeu apenas 7 milhões.

Com informações da ONU 

 


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