ONU diz que conflito no Sudão do Sul já deixou mais de 400 mil deslocados

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Sudão do Sul - UN
Sudão do Sul – UN

Rio – Chega a aproximadamente 413 mil o número de civis sul-sudaneses expulsos de suas casas por causa do conflito iniciado em 15 de dezembro de 2013. Ao longo deste um mês, quase dobrou a quantidade de refugiados nos países vizinhos. Segundo agência das Nações Unidas, 74,3 mil sul-sudaneses fugiram para países vizinhos. A ajuda humanitária já chegou a cerca de 203 mil pessoas.

Os confrontos no país continuam apesar das negociações políticas entre as partes na capital da Etiópia, Adis Abeba, que procuram estabelecer um cessar-fogo.

Na terça-feira, a Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) relatou conflitos intensos entre forças a favor e contra o governo em Malakal, estado do Alto Nilo, próximo a uma base da ONU, com o uso de metralhadoras pesadas e tanques. Balas perdidas atingiram o interior da base, ferindo dezenas de deslocados internos.

A UNMISS está tratando de dezenas de feridos no hospital em Malakal e pediu a todas as partes que respeitem a integridade das instalações da ONU pelo país, onde cerca de 66,5 mil deslocados buscaram abrigo.

“Com relatos de conflitos em partes do Sudão do Sul, principalmente nos estados de Jonglei e Alto Nilo, e o lento progresso nas negociações políticas em Adis Abeba, estamos prevendo mais deslocamentos dentro e fora das fronteiras do Sudão do Sul”, informou o porta-voz da agência da ONU para refugiados.

Os confrontos no Sudão do Sul foram retomados quando o presidente, Salva Kiir, afirmou que soldados leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, destituído do cargo em julho, tentaram aplicar um golpe de Estado. Desde então, a violência tem se caracterizado cada vez mais como perseguição étnica, já que Kiir é do grupo Dinka e Machar, do Lou Nuer.

A ONU está atuando na frente política e de manutenção da paz para auxiliar o país a acabar com os embates que têm resultado em diversas violações dos direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais de civis e soldados capturados.

O Conselho de Segurança autorizou o aumento do contingente de força de paz para quase 14 mil homens e mulheres, aproximadamente o dobro do previsto no mandato. Em negociação com países contribuintes e com governos africanos onde missões estão em andamento, a ONU está deslocando temporariamente militares e policiais para reforçar a segurança no Sudão do Sul.

Com informações da ONU 


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