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Ilustração da página de Luaty Beirão

Por Fernando Guelengue, Por dentro da África 

Luanda – O país testemunhou, neste sábado, um encontro de solidariedade a favor dos presos políticos e vítimas de intolerância política em Angola. A corrente foi criada em solidariedade aos 15 ativistas presos há 80 dias, acusados arbitrariamente de preparação de golpe de Estado contra o presidente José Eduardo dos Santos. – Opine no fórum abaixo! 

Durante cinco horas, uma conferência organizada pelo jornalista e ativista Rafael Marques em parceria com a rádio Despertar (em Luanda), que aconteceu na Sala de Conferências da Sovismo, em Viena, reuniu mais de 4 mil pessoas. Em Angola, jornalistas, políticos de oposição e organizações da sociedade civil aproveitaram para ler mensagens de solidariedade. Rafael Marques, no final do encontro disse à emissora Despertar que, apesar do grande número de participantes, era preciso que mais angolanos se unissem à causa.

Assine a petição pela libertação dos ativistas 

Foram convidados todos os setores da sociedade civil, ativistas, entidades religiosas, partidos políticos, artistas e todos os cidadãos comprometidos com a causa da liberdade, dos direitos humanos e da justiça. A corrente também lembrou o caso do ativista José Mavungo, de Cabinda, igualmente detido por realizar manifestação contra a corrupção em Angola e em repúdio ao massacre de Monte Sumi, em 16 de abril, onde, segundo organizações de direitos humanos, centenas de pessoas foram mortas.

Durante o evento deste sábado, os cidadãos puderam contribuir com donativos para apoio aos custos com a detenção dos 15 presos políticos e puderam enviar mensagens de solidariedade por escrito, para serem lidas durante o evento. Na última terça-feira, uma manifestação espontânea foi realizada na rua da Missão, no Sambizanga, exibindo cartazes para exigir a libertação dos presos políticos.

Veja mais: O ativismo tem muitos riscos de represálias em Angola 

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