Contrabando de vida selvagem e recursos naturais financia conflitos na República Democrática do Congo

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Yao Ming diante de uma carcaça de rinoceronte  - Kristian Schmidt - Wild Aid
Yao Ming diante de uma carcaça de rinoceronte – Kristian Schmidt – Wild Aid

Com informações da ONU

O governo da República Democrática do Congo, apoiado pela Missão da ONU no país (MONUSCO), enfrenta uma insurgência política e o aumento no número de operações ilegais conduzidas por grupos criminosos militarizados com vínculos transnacionais envolvidos no contrabando de recursos naturais, revela o relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), lançado na última quinta-feira (16).

Ouro, madeira, carvão vegetal e produtos da fauna e flora, tais como o marfim, são explorados e e contrabandeados ilegalmente da zona de conflito e arredores, no leste do país. Há evidências de que receitas provenientes dessas operações financiem, pelo menos, 25 grupos armados que continuam a desestabilizar a paz e a segurança.

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Especialistas estimam que entre 10% e 30% desse comércio ilegal, ou cerca de 72 a 426 milhões de dólares por ano, vão para organizações criminosas militares baseadas fora da região leste do país. Aproximadamente 98% do lucro com a exploração ilegal dos recursos naturais, particularmente ouro, carvão vegetal e madeira, terminam nas mãos dessas organizações criminosas dentro e fora do país.

Em contrapartida, os grupos armados da RD Congo retêm apenas cerca de 2%, o equivalente a 13,2 milhões de dólares por ano dos lucros do contrabando.

O relatório foi elaborado em conjunto pelo PNUMA, MONUSCO e o escritório do enviado especial para a região dos Grandes Lagos, e conta com dados de um grande número de especialistas, incluindo o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), INTERPOL, o Grupo da ONU de especialistas sobre a RD Congo, agências do governo e organizações não governamentais.


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