Para atletas refugiados, participação na Rio 2016 vai mudar opinião do mundo sobre migração forçada

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Refugiados
Logo após chegada no Rio de Janeiro, atletas refugiados visitaram o Cristo Redentor, atração turística da capital fluminense conhecida mundialmente. Foto: Rio 2016

Com informações da ONU

Desde a última quinta-feira (28), atletas que integram a inédita Equipe Olímpica de Refugiados têm chegado ao Rio de Janeiro para as competições. Dos dez selecionados para participar das Olimpíadas, nove já estão na capital fluminense, onde visitaram pontos turísticos da cidade e conversaram com a imprensa.

Entre a equipe formada por atletas de quatro países distintos, um consenso: a participação deles nos Jogos Olímpicos mudará a visão da opinião pública internacional sobre refúgio e deslocamento forçado.

“Milhões de pessoas, e também de refugiados, estarão olhando para nós. E vamos mostrar que podemos mudar nossas vidas”, disse o sul-sudanês Yiech Pur Biel, 21 anos, em entrevista coletiva realizada do Centro de Imprensa da Rio 2016, no domingo (31).

“É a nossa chance de mostra que os refugiados podem fazer coisas positivas”, acrescentou o compatriota James Nyang Chiengjiek, 28 anos.

Ambos vivem no Quênia – assim como os demais refugiados do Sudão do Sul – e competirão na prova de 800 metros rasos.

No sábado (30), outros quatro atletas – dois nadadores da Síria e dois judocas da República Democrática do Congo – também concederam uma coletiva e revelaram suas expectativas quanto à mudança de percepção sobre os refugiados.

“Vamos fazer história nestas Olimpíadas”, afirmou a judoca Yolande Mabika, 28 anos, que disputará na categoria peso médio. “Todo mundo fala que os refugiados não têm importância. Mas vamos mostrar, aqui na Rio 2016, que somos capazes de fazer tudo o que queremos”, completou Yolande, que vive no Rio de Janeiro.

A equipe, incluindo os técnicos e os chefes da delegação, está acomodada na Vila dos Atletas. A rotina tem sido dividida entre os diários e intensos treinos e algumas oportunidades de conhecer as atrações turísticas da cidade.

No sábado (30), parte do time foi conhecer o Cristo Redentor, um dos pontos turísticos do Rio de Janeiro famosos mundialmente.

Nas oportunidades que já tiveram de conversar com a imprensa, os refugiados demonstraram consciência sobre a importância de sua histórica participação nos Jogos Olímpicos. “Temos que nos mover e correr atrás dos nossos sonhos”, disse o nadador sírio Rami Anis, 25 anos, que vive em Luxemburgo e competirá na modalidade 100 metros borboleta.

“Hoje, represento todos os refugiados do mundo”, afirmou o judoca congolês peso médio Popole Misenga, 24 anos, que mora no Rio de Janeiro.

 


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