Copa Africana de Nações chega à última rodada com apenas uma seleção eliminada

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Togo fans during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Morocco and Togo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix
Togo fans during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Morocco and Togo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix

Por André Carlos Zorzi, Por dentro da África

Geralmente marcada pelo equilíbrio entre as equipes participantes, a Copa Africana de Nações de 2017, disputada no Gabão, não fugiu do costume. Para a 3ª e última rodada da fase de grupos, nada menos do que doze equipes brigaram por uma vaga na próxima fase.

Com 100% de aproveitamento, as únicas classificadas até o momento são Senegal e Gana. O time de Uganda, que não participava de uma CAN há quatro décadas, é o único que não tem mais chances de passar de fase.

Argélia e Costa do Marfim, duas cotadas ao título, seguem sem vencer e devem encontrar dificuldades para avançar de fase.

Confira abaixo tudo o que aconteceu na 2ª rodada da fase de grupos e também o que cada equipe precisa para garantir seu lugar nas quartas de final.

*Melhores jogadores da partida escolhidos pela Confederação Africana de Futebol (CAF) 

GRUPO A

Na última rodada, a seleção de Camarões precisa apenas de um empate para passar de fase. Camarões, Gabão e Burkina Faso dependem apenas de uma vitória para avançar à próxima fase. Caso vença, a Guiné-Bissau avança se a outra partida terminar em empate ou vitória camaronesa. Caso o Gabão ganhe, a Guiné vai para o saldo com Camarões.

À exceção da Guiné-Bissau, todos têm chances de avançar empatando, a depender do resultado da outra partida.

Apenas Camarões pode passar de fase com derrota, caso o outro jogo termine empatado. O restante está automaticamente eliminado se perder.

Gabão 1 x 1 Burkina Faso

Yacouba Coulibaly of Burkina Faso during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Gabon and Burkina Faso at the Libreville Stadium in Gabon on 18 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix
Yacouba Coulibaly of Burkina Faso during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Gabon and Burkina Faso at the Libreville Stadium in Gabon on 18 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix

O jogo foi marcado por importantes lesões: pelo lado do Gabão, que já não pode mais contar com o meia Lemina, que machucou-se no primeiro jogo, quem fica de fora agora é Johann Obiang, lateral-esquerdo que precisou ser substituído aos 34’. Já os burquinenses perderam o craque Pitroipa logo aos 11’, e também o atacante Zongo aos 10’ do segundo tempo. Nenhum deles deve voltar a jogar na CAN deste ano.

Os burquinenses saíram à frente com um belo gol de Nakoulma, aos 23’. Ao tentar afastar um lance ofensivo dos donos da casa, um defensor da Burkina deu um chutão à frente. Nakoulma saiu em disparada e chegou à bola antes que dois gaboneses que estavam mais próximos que ele. Na sequência, se esforçou para dominar e foi chegando perto do gol marcado de muito perto por dois adversários. Na quinta da pequena área, conseguiu encontrar um chute e ainda tirar a bola do goleiro. 1 x 0.

Aos 36’, graças à ótima visão de jogo de um companheiro na intermediária de defesa que o viu em boa condição, Aubameyang recebeu um passe vindo bem de trás, e apareceu sozinho próximo à área, já que o seu marcador tentou roubar a bola, em vão. O atacante entrou no canto esquerdo da área e foi derrubado pelo goleiro Hervé Koffi, que cometeu pênalti. O próprio Aubameyang foi para a cobrança e converteu em 1 x 1. Os números da partida apontaram superioridade gabonesa: 12 x 8 em chutes a gol e 55% x 45% em posse de bola.

Ao término da partida, o espanhol José Camacho, técnico do Gabão, se inspirou na campanha dos campeões de 2015 para manter a motivação de sua equipe: “A Costa do Marfim venceu a última Copa Africana de Nações após empatar seus dois primeiros jogos. Talvez seja um bom presságio. Tudo ainda depende de nós. Se vencermos Camarões, nos classificaremos”.

Camarões 2 x 1 Guiné-Bissau

Piqueti Djassi Brito of Guinea Bissau evades Georges Mandjeck of Cameroon on route to scoring goal during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Cameroon and Guinea Bissau at the Libreville Stadium in Gabon on 18 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix
Piqueti Djassi Brito of Guinea Bissau evades Georges Mandjeck of Cameroon on route to scoring goal during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Cameroon and Guinea Bissau at the Libreville Stadium in Gabon on 18 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix

Dos pés do jogador Piquete surgiu o gol mais bonito da competição até agora. Aos 12’, recebeu a bola ainda próximo à intermediária de defesa de seu campo. Aplicou um belíssimo chapéu num adversário em seguida, e, após a bola quicar, a matou no peito e tirou de outro adversário. Tudo isso ainda antes de passar da linha de meio-campo.

Depois, o atleta saiu em disparada e ainda passou entre dois camaroneses enquanto  se preparava para um forte chute direto da marca do pênalti, sem chances para o goleiro Ondoa. Foi seu primeiro gol com a camisa da seleção nacional. 1 x 0.

De acordo com a CNN, apesar de ter menos posse de bola (38% x 62%), a Guiné-Bissau havia conseguido mais chutes ao término do primeiro tempo (9 x 2). Após o intervalo, porém, tudo mudaria.

O treinador Hugo Broos aproveitou a ida ao vestiário para tirar N’Jie de campo e promover a entrada de Toko Ekambi. O jogador ajudou na criação de diversas boas jogadas, e os camaroneses chegaram diversas vezes com perigo, principalmente com chutes de fora da área.

Aos 15’ da etapa complementar, Toko apareceu pela esquerda no ataque, e passou a bola para Teikeu, que a mandou para Moukandjo, na entrada da área. Ele viu a chegada de Siani, a alguns passos da meia-lua, e deu a assistência para que o meio-campista chutasse forte e empatasse. 1 x 1.

Aos 32’, Bassogog conseguiu driblar dois jogadores após boa penetração na área pelo lado direito. Marcado por três, resolver tocar a bola para N’Gadeu, que estava próximo à entrada da grande área, e chutou forte para decretar a virada. 2 x 1.

Esta foi a primeira vitória camaronesa na competição em sete anos. A última havia sido os 3 x 2 contra a Zâmbia na fase de grupos, partida disputada em 17/01/2010.

GRUPO B

Independente do que aconteça, o Senegal já está classificado.

A Tunísia depende de uma vitória simples para se garantir, e pode avançar com um empate, dependendo do resultado. Perdendo, estará eliminada.

Argélia e Zimbábue vão para a última rodada com a mesma pontuação. Caso ambas vençam, classifica-se quem tiver o maior saldo (Atualmente, a Argélia possui um gol de vantagem). Caso empatem ou percam, estão eliminadas.

Tunísia 2 x 1 Argélia

Amir Rami Bensebaini of Algeria challenges Ahmed Akaichi of Tunisia during the Afcon Group B match between Algeria and Tunisia on the 19 January 2017 at Franceville Stadium, Gabon Pic Sydney Mahlangu/ BackpagePix
Amir Rami Bensebaini of Algeria challenges Ahmed Akaichi of Tunisia during the Afcon Group B match between Algeria and Tunisia on the 19 January 2017 at Franceville Stadium, Gabon Pic Sydney Mahlangu/ BackpagePix

No único confronto entre duas equipes da África do Norte na fase de grupos, ambas não conseguiram sair do zero na etapa inicial. As emoções ficaram reservadas apenas para o segundo tempo.

Aos 4’ da etapa complementar, após cobrança de lateral pela esquerda do ataque tunisiano, Sassi deu um ótimo passe curto pelo alto para Msakni. Ao chegar próximo à linha de fundo, o jogador tentou passar a bola para o centro da área, mas ela bateu no argelino Bensebaini e acabou encobrindo o goleiro. 1 x 0.

Aos 18’, após lance de ataque da Argélia, um defensor tunisiano afastou a bola como pôde, dando um chutão para a frente. A bola caiu próxima ao meio-campo, e apenas o zagueiro argelino Ghoulam estava na outra metade do campo. Como a bola quicou, ele acabou demorando para tentar se livrar do perigo, e Khazri apareceu por perto. Na sequência, errou o cabeceio e a bola acabou sobrando para o atacante tunisiano, que entrou na área e foi derrubado pelo próprio Ghoulam.

O pênalti foi marcado, e cobrado por Sliti, que bateu rasteiro e forte no canto direito do gol, sem chances para o goleiro Asselah, que foi para o outro lado. 2 x 0.

Já nos acréscimos da partida, aos 46’, após uma sequência de bons passes e dribles, o argelino Guedioura conseguiu aparecer pela frente, à direita, e tocar a bola para trás, onde Hanni vinha na entrada da área. O jogador que estava em campo há 15 minutos diminuiu com um bom chute, mas já era tarde demais para uma reação maior. 2 x 1.

George Leekens, treinador da Argélia, atribuiu a derrota à falta de sorte: “Ambos os gols poderiam ter sido evitados, e não fomos eficientes em frente ao gol. Coletivamente jogamos bem, mas tivemos muitos erros individuais que nos custaram caro. Às vezes você precisa de um pouco de sorte nos jogos, e hoje nós fomos azarados”.

Já o selecionador da Tunísia, Henri Kasperczak, ressaltou: “O time se recuperou fisicamente após a derrota para o Senegal, e tiramos muitos pontos positivos daquela partida. Hoje fomos eficientes e conseguimos marcar gols, que é a única maneira de ganhar os jogos. A Argélia jogou bem, mas infelizmente as coisas não deram certo para eles”.

Os números não foram nada animadores para a Argélia ao término da partida: a Tunísia se saiu melhor em chutes (11 x 6) e posse de bola (59% x 41%).

Melhor jogador da partida: Youssef Msakni (Tunísia)

Senegal 2 x 0 Zimbábue

Mame Biram Diof of Senegal evades tackle from Costa Nhamoinesu of Zimbabwe during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Senegal and Zimbabwe at the Franceville Stadium in Gabon on 19 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix
Mame Biram Diof of Senegal evades tackle from Costa Nhamoinesu of Zimbabwe during the 2017 African Cup of Nations Finals Afcon football match between Senegal and Zimbabwe at the Franceville Stadium in Gabon on 19 January 2017 ©Gavin Barker/BackpagePix

“A população do nosso pais está conosco, e eles sabem do que somos capazes de fazer. Eles nos chamam de “geração de ouro”, e esperamos fazê-los orgulhosos”, afirmava o meio-campista zimbabuano Cuthbert Malajila antes da partida, mesmo sabendo que sua equipe não poderia contar com Knowledge Musona, um dos destaques, por conta de uma lesão no músculo posterior da coxa.

Em campo, o Senegal precisou apenas do início da partida para garantir sua classificação às quartas. Aos 9’, o Zimbábue buscava chegar ao campo de ataque, quando um passe saiu errado e Gana Gueye interceptou a bola. Ele tocou para Saivet, que driblou um rival e fez excelente passe em profundidade para Keita, que chegava em velocidade pela esquerda. Ao adentrar a área, tentou chutar cruzado. A bola estava indo para fora, quando Sadio Mané conseguiu desviar, abrindo o placar. 1 x 0.

Aos 14’, o zimbabuano Bhasera derrubou Keita em frente à grande área. Na cobrança da falta, Saiver bateu com categoria, e a bola fez curva para entrar próxima ao ângulo esquerdo do gol. 2 x 0.

Ainda no primeiro tempo, Diouf teve outra chance de ampliar, mandando na trave.

O Zimbábue conseguiu algumas oportunidades, como em chute de Billiat no primeiro tempo, Mushekwi aos 26’ da etapa complementar, mas ambas pararam no goleiro Diallo.

Ao final da partida, o domínio senegalês ficou evidente nos números, com mais chutes (24 x 14) e posse de bola (59% x 41%).

Aliou Cissé, treinador senegalês, valorizou o trabalho de sua equipe ao término da partida: “Nosso objetivo é elevar o nível de futebol do continente. O resultado que nós vemos agora não começou hoje, mas sim muito tempo atrás. Nunca duvidei da qualidade do meu time. Eles precisam parar de colocar a si mesmos sob pressão e esse é um aspecto que estou trabalhando”.

“Estivemos muito desorganizados nos primeiros 20 minutos. Foram dois gols que desestabilizaram o time. Os senegaleses usam muito contato físico, e por conta disso, um de meus principais jogadores, Billiat, não conseguia receber as bolas. Nós perdemos, mas ainda não está acabado”, analisou o técnico do Zimbábue, Kalisto Pasuwa, que tentou acertar sua equipe com duas substituições no intervalo, em vão.

Os senegaleses não passavam da fase de grupos desde 2006, ocasião em que chegaram às semi finais.

Melhor jogador da partida: Cheikhou Kouyaté (Senegal)

GRUPO C

Congo-Kinshasa, Marrocos e Costa do Marfim avançam com uma vitória simples.

Empates classificam Congo e Marrocos e eliminam Costa do Marfim e Togo.

Apenas o Congo pode avançar em caso de derrota – e por apenas um gol, para não depender da outra partida.

Togo passa de fase vencendo por três gols de diferença. E também com vitória por dois gols, caso a outra partida tenha um vencedor. Caso haja empate no outro jogo, haveria confronto triplo direto, com a contagem de pontos e gols somente dos jogos entre Congo, Togo e Marrocos.

Marrocos 3 x 1 Togo

Emmanuel Adebayor of Togo clears ball from Manuel Marouan Trindad Da Costa of Morocco during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Morocco and Togo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix
Emmanuel Adebayor of Togo clears ball from Manuel Marouan Trindad Da Costa of Morocco during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Morocco and Togo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix

Com apenas 4’ de jogo, o Marrocos cobrou um escanteio, sem sucesso. Depois do lance, a bola sobrou longe da área. O togolês Dossevi, deu um bom passe para Atakora, que vinha pela esquerda, ainda na intermediária do campo de defesa. O jogador ajeitou de cabeça para Laba, que na linha do meio-campo, partiu em velocidade para o ataque, marcado por três marroquinos.

Laba inverteu a jogada com com Ayité, que aparecia pela direita, e tocou a bola em direção à pequena área. Dossevi, que havia iniciado a jogada, apareceu novamente e concluiu para o fundo das redes. 1 x 0.

A alegria durou menos de dez minutos. Aos 13’, os marroquinos conquistaram um escanteio pela esquerda. Na cobrança, a bola viajou rumo à pequena área. Agassa, o goleiro togolês, tentou pular para interceptar a bola, mas acabou se enroscando com o rival Manuel da Costa. Bouhaddouz aproveitou a falha e cabeceou para empatar. Após o gol, o arqueiro reclamou de uma suposta falta não marcada pelo juiz, mas já era tarde demais. 1 x 1.

Aos 20’, novo lance de bola parada pela esquerda, desta vez próximo à quina da grande área. O marroquino Fajr efetuou a cobrança e contou com desvio de Saiss para virar a partida. A bola passou próxima à mão de Agassa, que nada pôde fazer. 2 x 1.

O último gol surgiu apenas no segundo tempo, aos 26’. Os togoleses perderam a bola no meio-campo, e deram origem a um bom contra-ataque marroquino. El-Neysri, que havia entrado em campo há menos de dez minutos, recebeu a bola e saiu em disparada pelo lado esquerdo do campo. Antes mesmo de entrar na área, ajeitou a bola e chutou. Ela foi quicando baixo e enganou o goleiro togolês, que se jogou ao chão para tentar a defesa, em vão. 3 x 1.

Os togoleses não desistiram de diminuir o estrago e buscaram o gol até o final, conseguindo encaixar outros bons lances, mas sem sucesso. Ao final da partida, os números indicaram equilíbrio: 53% de posse para os togoleses e 14 chutes, somente um a menos que os marroquinos.

O jogador mais conhecido de Togo, Emmanuel Adebayor, afirmou que a equipe não desistiu da classificação com o resultado: “Deus está no controle. Vamos avançar [de fase] com confiança e orações”.

Melhor jogador da partida: Fajr (Marrocos)

Costa do Marfim 2 x 2 Congo-Kinshasa

Ivory Coast fan during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Ivory Coast and DR Congo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix
Ivory Coast fan during the 2017 Africa Cup of Nations Finals match between Ivory Coast and DR Congo at the Oyem Stadium in Gabon on 20 January 2017 ©Samuel Shivambu/BackpagePix

Com seu estilo de jogo eficaz, os congoleses conquistaram mais um bom resultado. De acordo com a CAF, a Costa do Marfim teve mais que o dobro de chutes (13 x 6) e vantagem na posse (59% x 41%) em relação ao adversário, que chutou diretamente ao gol em apenas duas ocasiões, justamente quando marcou.

Os congoleses saíram na frente aos 9’, quando Kabananga recebeu uma cobrança de lateral dentro da área, e ajeitou para Kebano aparecer e mandar uma bomba, de primeira, sem chances para o arqueiro Gbohouo.

A partir dos 20’, a Costa do Marfim passou a insistir nas jogadas aéreas, chegando cada vez com mais perigo. Aos 25’, Gradel realizou cobrança de escanteio pela esquerda. Wilfried desviou de cabeça, e mesmo com um marfinense quase atrapalhando a jogada em cima da linha, a bola entrou. 1 x 1.

A igualdade durou pouco mais que dois minutos. O congolês Mubele recebeu ótimo lançamento vindo do meio-campo, e dominou quase na linha de fundo. Ele cruzou de perna direita e a bola chegou a Kabananga, sozinho, dentro da pequena área. Ele pulou e cabeceou para retomar a vantagem. 2 x 1.

A partir de então, ambas as equipes passaram chegar bem ofensivamente principalmente nos lances de bola parada. O empate, porém, só veio na etapa complementar, aos 21’. Após receber a bola no meio-campo, Serey Die driblou um adversário e chutou antes mesmo de entrar na área. 2 x 2. Nos acréscimos da partida, o marfinense Kalou desviou cobrança de falta e estufou as redes. Porém, o gol foi anulado pois estava em posição considerada irregular pelo juiz.

Melhor jogador da partida: Serey Die (Costa do Marfim)

GRUPO D

Com Gana classificada por antecipação, e Uganda já eliminada, apenas Egito e Mali possuem chances de avançar de fase.

O Egito avança em caso de vitória ou empate. Em caso de derrota, depende de tropeço do Mali, que precisa dos três pontos para continuar tendo chances.

Caso o Egito perca por um gol e o Mali vença, a disputa iria para o saldo de gols. Caso o Mali vença por mais de um gol, teria a vantagem. Caso vença apenas por um gol, a disputa iria para gols pró ou sorteio, em caso de resultados iguais.

Caso o Egito perca por dois gols, o Mali precisa vencer por qualquer placar para avançar.

Gana 1 x 0 Mali

Equipe de Gana – Divulgação

Aos 31 anos de idade, sendo os últimos seis longe do futebol europeu, o atacante Gyan Asamoah mostra ao mundo que segue com seu faro de gols.

Aos 20’ de jogo, Jordan Ayew , próximo à meia-lua, recebeu uma falta cobrada do meio-campo. Após um belo domínio, driblou um adversário e, ao entrar na quina direita da grande área, cruzou a bola para a pequena área. O zagueiro Wagué não pulou alto o suficiente para desviá-la, e Gyan conseguiu cabecear para estufar as redes. 1 x 0.

Na comemoração, nove atletas ganeses se reuniram para fazer uma dança, e na sequência, foi exibida uma camiseta com os dizeres “Get well Baba”, um desejo de melhoras ao lateral Baba Rahman, que se lesionou no primeiro jogo e deve ficar de fora do restante do torneio. “Baba Rahman nos mandou uma mensagem tocando antes da partida, e nós desejamos uma desejamos a ele uma rápida recuperação”, explicou Avram Grant, israelense técnico de Gana.

Ciente de que o empate poderia aumentar muito suas chances na última rodada, dependendo apenas de si, o Mali foi para cima e criou ótimas chances, mas não conseguiu a conclusão final. Gana seguia arriscando em alguns contra-ataques, mas durante a maior parte do restante do jogo, em especial no segundo tempo, acabaram tomando bastante pressão.

De acordo com a CAF, Mali teve o dobro de chutes a gol em relação à Gana (12 x 6), apesar de a posse de bola ter sido parelha (53% x 47%).

O técnico ganês deu sua opinião após o jogo: “No primeiro tempo, saímos na frente e estávamos dominando e tivemos chances e marcar mais gols. Na etapa inicial, nós jogamos um bom futebol. Na etapa final, em minha opinião, jogamos um futebol maduro”.

Melhor jogador da partida: Thomas Partey (Gana)

Egito 1 x 0 Uganda

egypt-ugandaCom a ideia de empatar a partida para chegar ao último jogo contra Mali, adversário mais acessível do grupo, com chances de avançar de fase, o time de Uganda propôs um jogo pouquíssimo ofensivo. De acordo com a CAF, apesar de ter mais posse de bola (51% x 49%), a equipe deu apenas um chute durante o jogo, que sequer foi em direção ao gol, contra 11 dos egípcios.

O desespero do Egito em conseguir marcar seu primeiro gol na competição só foi embora quase nos acréscimos, aos 44’ do segundo tempo. Kahraba, que havia entrado no jogo a menos de dez minutos, apareceu próximo à entrada da área pela esquerda, e fez bom passe para Mohammed Salah, dentro da área. O meia ameaçou chutar, enganando o ugandense Walusimbi, e tocou rapidamente para El Said, que chutou rasteiro para o alívio dos egípcios.

O argentino Hector Cuper, técnico do Egito, criticou a organização do torneio pelo fato de não poder realizar alterações nos goleiros de seu elenco. Com El-Shenawy ( e Ekramy machucados no músculo posterior da coxa, ele pode contar apenas com o veterano El-Hadary, que já tem 44 anos de idade.

“Eu gostaria que fossem dadas chances de fazermos mudanças no time, já que a natureza do campo contribuiu para nossa situação, mas as regras da competição não permitem isso. Estamos compelidos a seguir com as regras, e evitar novas lesões, especialmente em nosso único goleiro restante”, disse.

Melhor jogador da partida: El Said (Egito)

 

GRUPO A

1º – 4 pontos – Camarões

2º – 2 pontos – Gabão

2º – 2 pontos – Burkina Faso

4º – 1 pontos – Guiné-Bissau

 

GRUPO B

1º – 6 pontos – Senegal (classificado)

2º – 3 ponto – Tunísia

3º – 1 ponto – Argélia

4º – 0 ponto – Zimbábue

 

GRUPO C

1º – 4 pontos – Congo-Kinshasa

2º – 3 pontos – Marrocos

3º – 2 pontos – Costa do Marfim

4º – 1 ponto – Togo

 

GRUPO D

1º – 6 pontos – Gana

2º – 4 pontos – Egito

3º – 1 ponto – Mali

4º – 0 ponto – Uganda

 

Confira os jogos da 2ª rodada:

 

Domingo (22/jan):

Gabão x Camarões

Guiné-Bissau x Burkina Faso

 

Segunda-feira (23/jan):

Senegal x Argélia

Zimbábue x Tunísia

 

Terça-feira (24/jan):

Costa do Marfim x Marrocos

Togo x Congo-Kinshasa

 

Quarta-feira (25/jan):

Gana x Egito

Mali x Uganda


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