Madagascar: Maioria do povo karana não recebeu cidadania

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A small boy holds onto a bucket as he wades on the beach in Anosikely, a neighbourhood in Morondava, Madagascar. Behind him, women use nets to fish. Photo: UNICEF/UNI72915/de Paul
A small boy holds onto a bucket as he wades on the beach in Anosikely, a neighbourhood in Morondava, Madagascar. Behind him, women use nets to fish. Photo: UNICEF/UNI72915/de Paul

Com informações da ONU

Quando Madagascar conquistou a independência da França em 1960, a maioria dos karana não recebeu cidadania. Até recentemente, a lei de nacionalidade de Madagascar só a concedeu a crianças nascidas de pelo menos um dos países com nacionalidade malgaxe, o que significa que a apatridia passou de uma geração para outra.

A Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) estima que atualmente existam milhões de pessoas em todo o mundo que não têm nenhuma nacionalidade. A maioria pertence a minorias étnicas, religiosas ou idiomáticas.

Com cerca de 25 milhões de habitantes, Madagascar é um país insular no Oceano Índico, que ocupa a maior ilha do continente africano, situada ao largo da costa sudeste da África. Acredita-se que o povo karana seja formado por ao menos 20 mil pessoas e, enquanto alguns conseguem gerir negócios bem-sucedidos, mesmo sem acesso à educação e a emprego formal, muitos vivem na pobreza.

Apesar de viver em Madagascar há gerações, os apátridas karana precisam obter permissões de residência para permanecer legalmente no país.

Leia a reportagem original aqui

 


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