Cabo Verde quer chegar a 2030 com mais de 50% de energia renovável

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Para primeiro-ministro, ação climática tem de acontecer, primeiro, pelos cabo-verdianos, ONU Cabo Verde

Com informações da ONU 

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse que o país de língua portuguesa quer chegar a 2030 com mais de 50% de energia renovável. Em entrevista à ONU News, da cidade da Praia, o chefe de governo realçou o que o mundo pode esperar da atuação de Cabo Verde na área da ação climática.

“Nós somos um pequeno Estado insular, somos tomadores de crise. Quer dizer que aquilo que é o aquecimento global e a carbonização acabam por influenciar fortemente o aumento da durabilidade dos pequenos Estados. Aquilo que Cabo Verde está a fazer, pela própria nossa necessidade, em primeiro lugar, é termos uma estratégia muito forte de transição energética. Porque nós possamos reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Por isso é que temos metas muito grandes para atingirmos em 2030.”

Além do objetivo de 50% na próxima década, o país pretende ter cerca de 100% de energia renovável em 2040, incluindo mobilidade elétrica. Para cumprir o objetivo de limitar o aumento da temperatura a 1,5º C, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, tem pedido que todos os países se comprometam em alcançar a neutralidade do carbono até 2050.

Segundo o primeiro-ministro, o país quer transformar o mar imenso que circunda em uma economia azul, com gestão sustentável dos recursos costeiros e recursos marinhos. Em terceiro lugar, o país quer reduzir a sua dependência da água das chuvas.

Correia e Silva lembrou que Cabo Verde é um país onde chove pouco e por isso precisa ter uma estratégia de diversificação do uso da água, com recurso a dessalinização, com forte nexo com as energias renováveis.”

Para primeiro-ministro, ação climática tem de acontecer, primeiro, pelos cabo-verdianos, ONU Cabo Verde Para o chefe de governo, estas são áreas de necessidades emergentes. Ele diz que precisam ter uma resposta, em primeiro lugar, pelo interesso dos próprios cabo-verdianos, e “a partir daí também dar uma contribuição para a globalidade da ação climática.”

Correia e Silva também destacou os desafios e as oportunidades na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para enfrentar a mudança climática.

“Primeiro estarmos com um bom alinhamento relativamente a questões fundamentais, que têm a ver com a transição energética, que têm a ver com gestão sustentável dos recursos marinhos, porque são países que têm costas e têm vasto oceano a circundar.  E em segundo lugar, fazer com que a estratégia da água esteja também como um elemento importante no centro das preocupações. Portanto toda esta estratégia se for consertada a nível dos países da Cplp e dos países africanos de língua portuguesa pode nos dar muito mais capacidade de intervenção e da ação conjunta.”


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