Refugiados da Etiópia voltam para casa após 11 anos no exílio

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Ardo Hassan, de 43 anos, e seus três filhos em Dire Dawa, Etiópia. Eles voltaram para casa depois de 11 anos no exílio. Foto: ACNUR/Helle Degn

Com informações da ONU Brasil

Desde que Ardo Hassan Kowdan fugiu da Etiópia para o Quênia há 11 anos, ela sonhava com o dia em que poderia voltar para casa. Embarcar em um avião que finalmente a levaria de volta para sua terra foi um momento marcante. Ela está entre os 76 etíopes que voltaram para casa em fevereiro. Eles viviam no campo de refugiados de Kakuma.

A ação, apoiada pela Agência ONU para Refugiados (ACNUR) e pelos governos de Etiópia e Quênia, faz parte de uma tendência crescente na qual milhares de refugiados etíopes na região estão escolhendo voltar para casa. Eles são motivados, em parte, pelo impacto de recentes reformas políticas e econômicas em sua terra natal.

Onze pessoas retornaram ao país em 2019 e outras 4 mil devem seguir este ano. Cerca de 28,5 mil refugiados etíopes vivem no Quênia. A maioria dos retornados é originária da Região Somali da Etiópia e vive como refugiada há mais de uma década. Mais da metade são mulheres e meninas, algumas nascidas e criadas no campo.

O ACNUR está fornecendo aos retornados um pacote de apoio que inclui dinheiro e subsídios de transporte para que eles possam viajar para seus locais de origem. O grupo foi registrado e recebeu uma refeição de boas-vindas. Eles passaram a noite em Dire Dawa antes de seguir para Jijiga, capital da Região Somali da Etiópia.

Depois de tanto tempo longe de casa, receber apoio contínuo do governo, do ACNUR e de outras agências para recomeçar suas vidas será vital. Ardo deseja que seus filhos de 16, 17 e 18 anos voltem a estudar o mais rápido possível e já tem ideias para começar um negócio. “A vida como refugiada não foi fácil. Lutei para criá-los e educá-los”, disse. “Vou precisar do apoio do governo e do ACNUR na minha nova vida.”


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