Aumenta repressão contra defensores dos direitos das mulheres no Egito

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Com informações da ONU

No mês passado, um grupo de especialistas das Nações Unidas condenou a escalada de ações arbitrárias no Egito contra grupos de defesa dos direitos das mulheres como a prisão da advogada Azza Soliman, uma proeminente defensora dos direitos humanos responsável por criar o Centro de Assistência Jurídica das Mulheres Egípcias.

Soliman foi detida em 7 de setembro e interrogada por um juiz sobre o controverso caso 173/2011, que investiga o financiamento estrangeiro de organizações não-governamentais no país. Apesar de Soliman ter sido solta sob fiança, ela ainda enfrenta acusações de ter recebido financiamento externo que pode “prejudicar os interesses do Estado”.

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Azza Soliman, 49, founder of the Centre for Egyptian Women Legal Assistance (CEWLA)

Os peritos destacaram que, durante uma sessão judicial em 12 de dezembro sobre a decisão de congelar os bens de Soliman e os do seu escritório de advocacia, foi pedido uma ação semelhante contra vários outros defensores dos direitos humanos.

O relatório dos especialistas da ONU diz que a perseguição contínua de defensoras de direitos humanos estabelece e reforça um padrão de repressão sistemático contra o movimento de direitos das mulheres egípcias.

 

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