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Por Fernando Guelengue, Por dentro da África

Luanda – Os ativistas angolanos que foram presos em junho de 2015 acusados de tentativa de golpe de Estado iniciaram o recolhimento de assinaturas para uma petição que foi encaminhada ao Tribunal Supremo, nesta quarta-feira (24), para exigir a liberdade do ativista Francisco Gomes Mapanda (Dago), que protestou, no tribunal, depois da condenação dos 15+2, no dia 28 de março.

Conferência de Imprensa

Conheça o caso dos 15+2 aqui 

“Ele foi condenado simplesmente por dizer que o julgamento foi uma palhaçada e os palhaços estavam bem identificados”, disse Nuno Álvaro Dala, porta-voz da Conferência de Imprensa ocorrida no dia 17 de agosto em Luanda.

A iniciativa foi promovida pelos integrantes do movimento de pressão ‘Central Angola’, que lançou a campanha de forma física e online. Saiba mais aqui

Os ativistas Dago e Hitler

Dala, que também é o autor do livro “O Pensamento Político dos Jovens Revús – Discurso Ação”, lembrou que os ativistas aproveitaram a ocasião para recolher assinaturas do público presente. Ele disse que as petições online e presencial têm mais de 700 assinaturas de políticos, jornalistas, juristas, estudantes universitários e cidadãos.

“Eu, o Mbanza Hamza e o Luaty Beirão nos responsabilizamos em levar a petição para dar entrada ao Tribunal Supremo” – destacou sobre a petição entregue ontem. Dago foi condenado a 8 meses de prisão. Desde março, ele já cumpriu metade da pena.

Marcos Mavungo, ativista condenado por organizar uma manifestação em Cabinda, reconheceu, durante a conferência de imprensa, que a forma brutal com que ele foi tratado não apagou a chama da sua luta e que pretende assumir um compromisso de continuar a lutar pela liberdade e justiça dos angolanos.

CAMPANHA PELA LIBERTAÇÃOS DOS ATIVISTAS ANGOLANOS

 


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