Selma: 51 anos da marcha contra o racismo nos Estados Unidos

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Vanguarda de uma das marchas – Ao centro, Martin Luther King Jr e a esposa de Luther King – Foto: Domínio Público

Com informações da Casa Branca 

No dia 7 de março de 1965, centenas de pessoas se reuniram em Selma, Alabama, Estados Unidos, para marchar até a capital de Montgomery. Elas marcharam para garantir que os afro-americanos pudessem exercer o seu direito constitucional de votar – mesmo em face de um sistema segregacionista.

Na ponte Edmund Pettus, em Selma, policiais estaduais atacaram violentamente os manifestantes, deixando muitos deles feridos. Dois dias depois, Martin Luther King levou cerca de 2.500 pessoas de volta à Ponte Pettus.

Martin Luther King Jr foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.

Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo o combate à desigualdade racial. Nos próximos anos que antecederam a sua morte, ele expandiu seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnã, com um discurso de 1967 intitulado “Além do Vietnã”.

A terceira marcha começou em 21 de março, com a proteção de 1.000 policiais militares e 2.000 soldados do Exército. Milhares de pessoas aderiram à marcha ao longo do caminho para Montgomery. Em 25 de março, os manifestantes chegaram à entrada do edifício do Capitólio do estado de Alabama, com uma petição para o governador George Wallace.

Apenas alguns meses deposelma4is, o Congresso aprovou a Lei dos Direitos de Voto, que o presidente Lyndon B. Johnson assinou em 6 de agosto de 1965. A Lei dos Direitos de Voto foi projetada para eliminar as barreiras jurídicas em nível estadual e local que impediam os afro-americanos de exercerem seu direito de voto – depois de quase um século de discriminação inconstitucional.

“Se o pior na vida americana se escondia nas ruas escuras [de Selma], o melhor dos instintos americanos surgiu apaixonadamente de todo o país para superá-lo.” – Dr. Martin Luther King, Jr., 25 março de 1965

Foto: Domínio Público

Selma é a sede e a maior cidade do condado de Dallas, Alabama. Em 1961, a população do condado de Dallas contava com 57% de negros, mas dos 15.000 negros com idade suficiente para votar, apenas 130 (menos de 1%) tinham o registro necessário para o voto. Nessa época, mais de 80% dos negros de Dallas viviam abaixo da linha da pobreza, a maioria deles como trabalhadores rurais, empregadas domésticas, porteiros e diaristas.

As marchas mudaram a opinião pública sobre o movimento pelos direitos civis. As imagens das leis de Alabama sendo aplicadas violentamente em manifestantes não-violentos foram mostradas em todo o país e no mundo por redes televisivas e jornais. A exposição de tanta brutalidade apoiada pelo estado do Alabama ajudou a mudar a imagem do movimento segregacionista, passando da de um movimento que tentava preservar a ordem social do Sul para a de um sistema de terrorismo legalizado contra todos aqueles que não eram brancos.

Com informações da Casa Branca 

 

 


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