Seção teses e monografias: A herança neocolonial portuguesa em Moçambique

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Maputo railway station (Mozambique) - Claus Bunks
Maputo railway station (Mozambique) – Foto: Claus Bunks/Wikipedia

Por dentro da África

Tema: A herança neocolonial portuguesa em Moçambique

Universidade: Faculdade de Presidente Venceslau Faprev

Aluno: Wilson Domingos Siqueira

Por que um artigo voltado para África e, principalmente, para Moçambique? Essa é uma das perguntas que me são dirigidas em relação a esse estudo que desenvolvo. Frente a um campo pouco explorado em nosso país, apesar da existência da lei 10.639/031 ter proporcionado progressos consideráveis na área, ainda caminhamos a passos lentos na intenção de construir um conhecimento mais aprofundado sobre a história africana. O espaço temporal (entre a partilha da África pelos europeus, a neocolonização e a independência moçambicana) é extenso.

Contudo, esse recorte mostrou-se necessário em razão de não se dispor atualmente de ampla historiografia específica sobre a temática no Brasil. Isso demonstra, também, a grande dificuldade bibliográfica de se desenvolver pesquisas pertinentes sobre esse estudo, impondo a necessidade de realizar pesquisas em várias plataformas digitais, sendo elas africanas, portuguesas e brasileiras.

Procuro analisar as transformações que ocorreram a esse povo devido às práticas neocolonizadoras portuguesas. Para tal, desenvolvo uma analise sobre a estrutura cultural, econômica e social existentes nesse país, evidenciando a importância da terra, seu cultivo e produção. Quais plantações eram feitas, e porque esses produtos, e qual seria o destino? Essas dúvidas balizam minhas inquietações. A industrialização e a infraestrutura do país também são colocadas em destaque, questionando o porquê de determinadas áreas serem desenvolvidas e outras não.

Busco traçar um paralelo entre os âmbitos que envolvem a situação constituído após a neocolonização portuguesa, enfatizando o que surgiu, com qual intensidade e as prováveis intenções de algumas práticas, abordando a sua conjuntura atual e passada, que são ainda pouco exploradas e discutidas no Brasil. Argumentações de alguns historiadores são citadas e analisadas para que venham a enriquecer esse debate em torno dos efeitos da neocolonização portuguesa em Moçambique.

Entre elas, destacam-se as conclusões de Peter Duignan (2010), L.H. Gann (2010), P. C Lloyd (2010) que compõem uma vertente interpretativa favorável à neocolonização portuguesa e reiteram que sem os portugueses, continuariam a viver como “tribais”. Mas indo de encontro a essa opinião, encontramos historiadores como Valdemir Zamparoni (2012), José Capela (2010) e outros, sendo categóricos em afirmar que a herança neocolonial, afetou o presente e o futuro do povo moçambicano de forma pejorativa.Relacionando essas duas vertentes, busco contribuir para o debate histórico, enaltecendo os pontos de vistas dos historiadores citados, mas desenvolvendo uma visão própria do assunto.

A herança neocolonial portuguesa em Moçambique 

Os estudos publicados pelo veículo Por dentro da África são voluntariamente cedidos pelos próprios pesquisadores na intenção de disseminar o conhecimento sobre muitos aspectos do continente africano 

Por dentro da África


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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite,

    Sou pesquisadora em colonização linguística e tenho uma publicação orientada pela Profª Enilde Faustich da Universidade de Brasilia, em que trago um estudo comparativo sobre a formação do português em Cabo Verde, Angola e Brasil..

    Gostaria de enviá-lo para publicação por este Portal e saber como viabilizar esta inserção.

    Abraços