São Paulo: Lançamento do catálogo da exposição ‘Mãe Preta’ terá oficina de cordel

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Imagem de Marc Ferrez – Divulgação

Com informações da Baobá Comunicação

A exposição Mãe Preta encerrará temporada na Galeria Mario Schenberg, da Funarte, no dia 27 de novembro. No dia 24 de novembro, integrando a Semana da Consciência Negra, será lançado o catálogo da pesquisa e exposição, uma publicação de 104 páginas com imagens dos trabalhos, registros da itinerância (RJ, MG e SP), ensaios das artistas e de seis colaboradores: Lilia Moritz Schwarcz, Martina Ahlert, Qiana Mestrich, Temi Odumosu, Alex Castro e Júlio César Medeiros da Silva Pereira.

Antes do lançamento, às 15h, a poetisa e cordelista cearense Jarid Arraes, autora da coletânea “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis” (Pólem Livros/2017) irá ministrar uma oficina gratuita de cordel e escrita livre.  A obra de Jarid inspirou um dos trabalhos apresentados na exposição Mãe Preta, o Mural das Heroínas Negras. Com um recorte de 22 mulheres dentre centenas de heroínas negras, o mural conta com imagens e biografias, de Anastácia a Marielle Franco – muitas delas ainda pouco reconhecidas pela história “oficial” brasileira, apesar de terem exercido papel fundamental nas lutas e nas conquistas de direitos não só para as mulheres negras, mas para todas as mulheres brasileiras, e para a população negra em geral.

Serviço
“Mãe Preta” – Lançamento do catálogo + Oficina com Jarid Arraes
Data: 24 de novembro
Local: Galeria Mario Schenberg (Funarte) – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo/SP
Horário: Oficina com Jarid Arraes, 15h às 18h00 (distribuição das senhas: 14h30), Lançamento do Catálogo, às 18h30
As senhas serão distribuídas meia hora antes do início da atividade. Lotação: 30 vagas.

Sobre a exposição

As conhecidas imagens das amas-de-leite negras, registradas desde meados do século 19 ao início do século 20, são o ponto de partida da pesquisa das artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa para a realização da exposição “Mãe Preta”, que ficará em cartaz na Funarte, em São Paulo até 27 de novembro. O intuito da mostra é discutir a questão da memória da escravidão e o legado da mulher negra na formação da sociedade brasileira dentro da história visual do país.

Dividida em oito séries, “Mãe Preta” apresenta instalações, colagens e intervenções em gravuras e fotografias, que, reunidas, propõem uma reinvenção poética da iconografia relacionada às mães pretas dentro de uma linguagem contemporânea tendo como ponto de partida imagens fotográficas do acervo do Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, e releituras de livros com gravuras de Jean-Baptiste Debret, Johan Moritz Rugendas e outros artistas. Isabel e Patricia criaram intervenções nessas imagens com objetos óticos, como lupas e lentes, que destacam a complexidade das relações das amas-de-leite com as crianças brancas de seus senhores e das mulheres escravizadas e seus próprios filhos dentro de contextos domésticos, urbanos e rurais.

“MÃE PRETA” – Saiba mais sobre o projeto aqui 


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