Banda de brasileiro e moçambicano une percussão e música eletrônica

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Napalma – Divulgação

Natalia da Luz, Por dentro da África

Joanesburgo – Em 12 anos de estrada e mais de 800 shows e participações especiais em festivais do mundo, o Napalma, grupo que leva em sua formação original o DNA do Brasil e de Moçambique, contagiou gente de diferentes continentes, mas foi na África que eles fortaleceram sua essência. África do Sul, Moçambique, Suazilândia, Egito, Ilhas Seychelles e Quênia são alguns dos países africanos por onde Cid Travaglia (do Brasil) e Ivo Maia (de Moçambique) já passaram.

-Acredito que o Napalma tenha dado tão certo na África porque rolou uma identificação grande com o público africano. Os tambores que usamos e as batucadas atraem muita gente – contou Cid sobre o seu instrumento principal.

Cid (que já teve a companhia de outro brasileiro, o Rafael Jabah) reproduz um pouco da diversidade musical que conecta Brasil e África a partir da percussão, música eletrônica e vocais em inglês, português e shangaan (uma das línguas mais faladas em Moçambique). A voz do Napalma vem do moçambicano Ivo Maia.

Cid durante show – Napalma – Divulgação

-O formato do grupo no momento é: Ivo (vocal, percussão), eu (programação eletrônica, percussão, backing vocals) e “Mister X”, que é nosso terceiro músico! Esse é um convidado de diferentes nacionalidades e que toca instrumentos diferentes – detalhou Cid, completando que esse terceiro componente, muitas vezes, toca teclado, sax e trompete, por exemplo.

Criado em 2003, o grupo constrói a sua história pelo mundo, principalmente pela África, o que torna a experiência das viagens e shows em muitas histórias de vida. Algumas dessas histórias serão contadas no documentário “Napalma – The African Experience”.

Em todos esses anos, o Napalma já esteve em alguns dos melhores cenários e festivais do continente africano como o Cape Town International Jazz Festival (Africa do Sul), Rezonance Festival (África do Sul) Sawa Sawa Festival (Kenya), Tofo Ocean Fest (Moçambique), Bushfire Festival (Swaziland) e PAcha Sharm El Sheikh (Egito).

-Em nossa estrada, novos instrumentos e estilos são acrescentados a todo tempo. Djembe, alfaia, caixa, repique, apitos, reciclados com bambu… Isso faz com que estejamos em mutação. Acredito que somos mutantes, sempre com influências novas, mas fiel às batidas eletrônicas com percussão africana e brasileira – disse Cid.

Napalma - Divulgação
Napalma – Divulgação

No mês passado, Ivo e Cid saíram em turnê com shows na África e Europa. No início de julho, eles estiveram na edição de número 50 do Montreux Jazz Festival, na Suiíça. Lá, eles tocaram em um super barco para mais de 1200 pessoas. Agora, eles se preparam para lançar o álbum “A Big Funky Family”. 

 


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