Angola: Reflexão da (in)dependência, por Mavenda Nuni Áfrika

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Por Mavenda Nuni Áfrika, Por dentro da África

Luanda – Angola vive de discursos repetitivos do presidente. No final, batem palmas e não se entende nada. Falam de separação dos poderes, Estado democrático e respeito aos direitos humanos. Eu fico ouvindo e analisando os mesmos. Se os angolanos fossem cidadãos de consciência poderiam repensar antes de irem às festas de independência.(Hoje, completa 40 anos da independência de Portugal)

Eles nos falam de crise, por outro, fazem festas. Logo, crise econômica e festas não combinam, o que merece autorreflexão de todos os angolanos. A independência não poderia ser um motivo de festa, mas um momento importante para pensar e avaliar, reavaliar todos os aspectos históricos, culturais, sociais e econômicos.

O que é a independência? Uma resposta para cada angolana/o seria a síntese da atual Angola. Não me digam de casa de leis que hoje foi inaugurada, pois os debates são para um grupo de deputados, aliás, nem mesmo todos os deputados falam dentro da casa das leis. Uma casa nunca é democrática se os moradores não respeitam as opiniões de adversários. Em Angola, confunde se adversários e inimigos.

Mavenda Nuni Áfrika