Projeto para jovens africanos ingressarem na agricultura familiar é expandido

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Foto: PAA - FAO
Foto: PAA – FAO

Rio – O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, elogiou a expansão de um projeto de jardinagem para jovens africanos da Slow Food Foundation for Biodiversity.

– As hortas produzem muito mais do que simplesmente comida. Elas promovem a inclusão, ensinam sustentabilidade e oferecem um espaço onde os jovens de hoje podem se encontrar, aprender, compartilhar e construir um capital social“, acrescentou. A jardinagem abre portas para “oportunidades de trabalho decente e vida digna – avaliou Graziano.

O objetivo do projeto é ajudar jovens africanos a plantar 10 mil hortas. Até agora, mil já foram feitas em 350 comunidades de 38 países. A iniciativa é especialmente adequada para 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar.

O chefe da FAO ressaltou que dois terços da população da África moram no campo e 75% dos africanos têm 25 anos ou menos. Cerca de um quarto dos cerca de 842 milhões de pessoas cronicamente famintas no mundo vivem no continente.

– A agricultura familiar é um caminho importante para a inclusão de milhões de famílias e comunidades rurais pobres e são de especial importância para as mulheres e os jovens – disse Graziano.

O chefe da FAO afirmou que a promoção de hortas locais que possam envolver famílias inteiras e ajudar a transferência de conhecimento entre gerações pode ajudar a “transformar a juventude de hoje nos líderes de amanhã, protagonistas locais, nacionais, da segurança alimentar internacional, do desenvolvimento de políticas e de tomadas de decisões sustentáveis”.

Em maio de 2013, a FAO e a Slow Food Foundation for Biodiversity concordaram em desenvolver ações conjuntas para melhorar a subsistência de pequenos agricultores e outras pessoas que trabalham em áreas rurais. O acordo de três anos vai unir forças para promover sistemas alimentares e agrícolas mais inclusivos local, nacional e internacionalmente.

Com informações da ONU 


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