ONU afirma que engajamento das comunidades é chave para derrotar o ebola

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Agências da ONU trabalham nos países afetados para levar informação sobre prevenção – Foto: UNICEF Libéria

Com informações da ONU

Rio – A participação da comunidade é fundamental na batalha contra o vírus ebola. O diretor de Políticas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Magdy Martínez-Solimán, declarou na segunda-feira (13) que “só com o apoio da população local o país e toda a região da África Ocidental poderá derrotar as crises econômicas e de saúde provocada pelo vírus letal”.

“Estamos vendo em Freetown um espírito incrível de autoconfiança que está ganhando corações e mentes na luta contra esta doença devastadora”, afirmou Martínez-Solimán durante sua visita a Serra Leoa.  “Este empenho precisa urgentemente de apoio e de um aumento em escala para acabar com a crise”, acrescentou.

Localizado no coração da África Ocidental, Serra Leoa está no centro do surto da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o momento o país registrou cerca de 2.950 casos de ebola, que provocaram aproximadamente mil mortes.

Além do impacto na saúde humana, o ebola também está ameaçando as economias dos países afetados. Em Serra Leoa uma das consequências mais visíveis da manifestação foi o fechamento de muitos bares, restaurantes e casas noturnas da capital.

Depois de sua visita com 200 voluntários do PNUD no bairro de Mabella, em Freetown, Martínez-Solimán observou que as iniciativas comunitárias já ajudaram cerca de 500 mil pessoas. Um exemplo é o trabalho do PNUD em parceria com mototaxistas, que distribuem kits de higiene para educar sobre formas de contágio.

“As comunidades estão fortemente envolvidas na causa, e estamos trabalhando ativamente com elas e com as autoridades nacionais para fortalecer a resposta ao ebola, a reintegração dos sobreviventes e recuperação e melhora dos meios de subsistência. Vamos acabar com esta crise”, afirmou.

ultimo relatório sobre o ebola publicado pela OMS registra 8.376 casos e 4.024 mortes. A Organização alerta que o contágio permanece alto na Serra Leoa e na Libéria, enquanto a situação em Guiné já está mais estável.

Com informações da ONU


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