Nova plataforma tornará telemedicina entre Portugal e África mais rápida e simples

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Plataforma de telemedicina - IMVF - Divulgação Rio – Vários exames serão realizados em São Tomé e Príncipe acompanhados por médicos a partir da sede do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), em Lisboa, nesta sexta-feira. A consulta de telemedicina vai utilizar a plataforma Medigraf, desenvolvida em parceria com a Portugal Telecom, resultado de dois anos de consultas de Telemedicina entre Portugal e o país africano.

Em São Tomé e Príncipe, estarão presentes autoridades como o ministro da Saúde de São Tomé e Príncipe e dos Assuntos Sociais, Leonel Pontes, a embaixadora de Portugal no país, Paula Lima e o administrador do IMVF, Paulo Telles de Freitas. Em Portugal, estarão Luís Viegas, embaixador de São Tomé e Príncipe no país, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e o secretário adjunto do ministro da Saúde, Francisco Almeida Leite.

Segundo comunicado da organização não-governamental IMVF,  que há 25 anos promove no arquipélago o Programa Saúde para todos, a nova plataforma em português é compatível com qualquer equipamento ou meio de diagnóstico médico disponível (ecógrafo, mamógrafo, raio-x, etc.). Um simples computador com internet com 1MB é o suficiente para ficar em rede através duma palavra passe. A própria plataforma está na nuvem, “cloud”.

O sistema assegura a interação simultânea entre dois ou mais intervenientes – médicos e pacientes em várias partes do mundo. À distância de um clique é possível o agendamento de consultas, acesso e back up de ficheiros clínicos e exames, análise de meios complementares de diagnóstico, em direto e em diferido. Os diagnósticos são assim mais rápidos e é facilitada a orientação clínica e terapêutica de especialistas.

Mapa de São Tomé e PríncipeAs consultas de telemedicina, já realizadas entre São Tomé e os médicos especialistas portugueses, permitiram uma orientação à distância de casos clínicos complexos. A intervenção melhorou significativamente a eficácia da deslocação, como levou à redução de mais de 50%, do número de pedidos de transferência de doentes para Portugal entre 2011 e 2013. Esta diminuição drástica gerou uma poupança de 20% no orçamento da Saúde do Estado de São Tomé e Príncipe e de cerca de um milhão de euros ao Ministério da Saúde Português.

O objetivo do IMVF é ampliar a rede de telemedicina a todos os países africanos de língua oficial portuguesa. A adesão à Rede de Telemedicina PALOP-Portugal não tem custo para os países parceiros e Cabo Verde e Angola já deram luz verde à sua integração. Segundo Ahmed Zaky, diretor de projetos do IMVF este é um instrumento estratégico para melhorar a intervenção médica especializada nos PALOP. Além de um canal direto, a Rede de Telemedicina PALOP-Portugal é uma ferramenta sustentável que vem revolucionar a cooperação em saúde.

Com informações do IMVF


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