Nova onda de gafanhotos do deserto ameaça segurança alimentar no sul da África

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Invasão de gafanhotos também estão dizimando plantações em outros países de África, como Somália, FAO/Haji Dirir

Com informações da ONU

Nuvens de gafanhotos migratórios africanos estão ameaçando a segurança alimentar de milhões de pessoas em Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabue. O alerta é da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Cerca de 7 milhões de moradores desses países correm risco de mais insegurança alimentar. A região ainda se recupera do impacto da seca do ano passado e luta contra os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19.

A agência da ONU atua com vários parceiros para apoiar os governos nacionais neste combate.  Em comunicado, o coordenador sub-regional da FAO para a África Austral, Patrice Talla, contou que “mesmo com as medidas de controle já tomadas, os gafanhotos do deserto ainda são uma ameaça.” Segundo ele, algumas das áreas mais afetadas são remotas e de difícil alcance.

Os gafanhotos estão entre as pragas mais destrutivas do mundo, demolindo plantações e pastagens de gado em poucas horas. Uma nuvem pode conter dezenas de milhões de adultos e já existem várias na região.

Em Botswana, alguns pequenos agricultores perderam toda a sua colheita no início do surto. Agora, a praga ameaça a região conhecida como o celeiro do país, chamada Pandamatenga.

Na Namíbia, surtos iniciais começaram nas planícies do Zambeze e agora estão se espalhando para regiões agrícolas importantes. Da mesma forma, na Zâmbia, o gafanhoto está se espalhando rapidamente e já afeta plantações e as pastagens.

No Zimbabue, os danos causados ​​ agravarão a insegurança alimentar existente nas comunidades já afetadas por enchentes, secas e os impactos da Covid-19.

A FAO lançou esta sexta-feira o Projeto de Preparação e Resposta a Emergências de Gafanhotos da África Austral. O projeto aumentará a capacidade de emergência para apoiar os quatro Estados-membros afetados.

O projeto de US$ 500 mil se concentrará na resposta nos locais mais afetados e fortalecerá a coordenação e o intercâmbio de informações entre os países afetados.


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