Guiné-Bissau precisa melhorar qualidade de vida da população, diz relatora da ONU

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Enfermeira vacina criança contra o sarampo na Guiné-Bissau. Foto: UNICEF/Roger Lemoyne
Enfermeira vacina criança contra o sarampo na Guiné-Bissau. Foto: UNICEF/Roger Lemoyne

Rio – Em visita à Guiné-Bissau, a relatora especial das Nações Unidas sobre pobreza extrema e direitos humanos, Magdalena Sepúlveda, pediu que as autoridades do país atendam as necessidades críticas da população mais pobre e marginalizada.

– O povo da Guiné-Bissau não pode mais esperar para que políticas de Estado se tornem eficazes. O desenvolvimento depende de dar prioridade ao investimento em serviços sociais, como saúde e educação e no reforço do setor agrícola, garantindo a segurança alimentar – disse.

Em comunicado, Sepúlveda ressaltou que a “Guiné-Bissau tem uma oportunidade de progredir, mas deve chegar a um acordo sobre uma visão comum que mova a política do país para longe de lutas pelo poder de curto prazo e para perto da busca pelo bem-estar de todos os membros da sociedade, especialmente aqueles que vivem na extrema pobreza“.

Com uma população de 1,5 milhão de habitantes, a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, ocupando em 2012 a 176ª posição entre 187 países.

Sepúlveda ficou impressionada com o quanto que o bem-estar social e financeiro das comunidades e das famílias dependem inteiramente das mulheres e, mesmo assim, seus direitos e necessidades são negligenciados. Mulheres e meninas têm acesso limitado à educação, saúde e Justiça, são vítimas de violência sexual, da exploração, do casamento forçado e da gravidez na adolescência, alertando que “a incidência de mulheres que vivem com HIV/aids e as taxas de mortalidade materna na Guiné-Bissau estão entre as piores do mundo”.

A especialista pediu mudanças estruturais sistemáticas para combater a impunidade, garantir o acesso à Justiça, abordar a questão da educação e reformas agrícolas e desigualdade de gênero. Sepúlveda também fez recomendações específicas nas áreas de saúde, educação, emprego, igualdade de gênero, proteção social e acesso à terra.

Com informações da ONU 


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