Cabo Verde e Timor-Leste elogiados por avanços no combate à malária

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Foto: Unicef/UN0303710/Oatway Mãe e bebé na Beira, em Moçambique, onde criança recebe tratamento contra malária

Com informações da ONU News

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Malária, neste 25 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está realçando as conquistas alcançadas em países que se aproximam da eliminação da doença. Cabo Verde está entre as oito nações que relataram zero caso durante três anos, até o final de 2020. O país fez parte da iniciativa conhecida como ‘E-2020’ apoiada pela agência da ONU. Timor-Leste relatou apenas um paciente e faz parte das nações classificadas como tendo chegado a excelentes progressos rumo ao fim de casos.

Auxílio

Este ano, a OMS anunciou 25 países com potencial para erradicar a malária em um prazo de cinco anos. Eles receberão auxílio especializado e orientação técnica na ação para atingir essa meta.

Em 2019, a doença infectou cerca de 229 milhões e matou 409 mil pessoas em 87 países. Destes, 46 reportaram menos de 10 mil pacientes, em comparação com 26 nações no ano 2000. A agência da ONU alerta que somente na África Subsaariana, crianças menores de cinco anos totalizam cerca de dois terços dos óbitos globais pela doença.

Transmissão

Todo o continente africano foi o mais afetado no período analisado, com 94% dos casos e mortes globais. Cerca de 3% foram notificados no sudeste asiático, 2% no Mediterrâneo Oriental e 1% o Pacífico Ocidental e nas Américas respectivamente. No ano passado, 11 dos 24 países que anunciaram ter interrompido a transmissão foram certificados como isentos de malária pela OMS.

Com base em sucessos e nas lições aprendidas durante a iniciativa ‘E-2020’, a agência realça a inspiração para várias nações. Além de tentar erradicar a doença mortal, os países do grupo procuraram melhorar o setor da saúde e a subsistência de suas populações em momento de pandemia de Covid-19.

 


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